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Jogo duro. De assistir.


"Atração" do primeiro tempo foi o duelo entre Felipe Melo e Pepe

Esqueça o que você leu no post anterior quando dissemos que o jogo contra Portugal seria melhor do que a partida contra a Costa do Marfim, bem como menos violento. O jogo foi ruim e truculento.

A seleção portuguesa demonstrou claramente se contentar como o empate, que garantia a equipe na segunda colocação. Jogou recuada com apenas Cristiano Ronaldo na frente, que pouco produziu diante da forte defesa brasileira.

O problema do time de Dunga foi no meio-campo. Para os lugares de Elano, contundido, e Kaká, suspenso, o técnico brasileiro escalou respectivamente Daniel Alves e Elano. Para o lugar de Robinho, poupado, a opção foi Nilmar. Ou seja, todo o tripé do setor de criação do Brasil foi substituído (por necessidade, antes que Dunga pense que estamos querendo dizer que ele escolheu fazer isso). Desses, somente Nilmar cumpriu bem sua função de cobrir os espaços pela esquerda e se aproximar de Luis Fabiano, mas somente no primeiro tempo. O meio-campo ficou acéfalo. Está claro que Julio Baptista não tem a menor condição de ser o substituto de Kaká e somente agora Dunga deve começar a se arrepender de ter deixado de fora Ronaldinho Gaúcho e Paulo Henrique Ganso, de não ter levado pelo menos um dos dois. Pela lateral-esquerda Michel Bastos foi uma figura praticamente nula.

Assim, o grande destaque do jogo ficou por conta do duelo entre Felipe Melo e o brasileiro naturalizado português Pepe no meio-campo. Duelo no sentido literal da palavra, pois os dois disputaram para ver quem era o mais violento. Felipe Melo venceu essa disputa com duas entradas duríssimas em cima de Pepe contra uma do camisa 15 luso-brasileiro. O "vale-tudo" poderia ter continuado se Felipe Melo não fosse substituído. O volante brasileiro torceu o tornozelo numa das entradas que sofreu e mesmo que isso não acontecesse teria que sair, pois seria expulso. Agora, preocupa para a próxima partida que acontece já na segunda-feira, provavelmente contra o Chile, na opinião deste que vos escreve.

E não foi somente no duelo particular entre Felipe Melo e Pepe que o Brasil saiu vitorioso. No geral foram 18 faltas cometidas pela equipe brasileira contra 11 dos portugueses. Só no primeiro tempo, o árbitro mexicano Benito Archundia deu sete cartões amarelos para os jogadores dos dois times. Um recorde na Copa do Mundo 2010. Na posse de bola 60% para a equipe de Dunga contra 40% do time de Carlos Queiroz. De que adianta isso se o resultado que interessa, o do jogo, ficou da maneira como começou: 0 a 0?

Após esse jogo ficou a lição de que o Brasil nesta Copa do Mundo é forte. Fisicamente sempre. Tecnicamente só o time titular, o que é pouco para uma seleção que quer o título.

Em jogo tenso, Seleção Brasileira mostra o quanto é forte


Clima quente: Kaká foi expulso em jogo marcado pela falta de pulso do árbitro contra o violento time da Costa do Marfim.

Na vitória por 3 a 1 contra a Costa do Marfim a Seleção Brasileira mostrou que é forte. Ao contrário do que jogo contra a Coréia do Norte, o time trocou passes corretamente, soube envolver o adversário, mesmo este sendo melhor que a equipe asiática. O resultado deu a classificação ao time de Dunga que ao lado da Argentina de Maradona foi a seleção que teve atuação mais convincente nesta Copa.

Se no primeiro jogo a seleção do Brasil dependeu da inspiração de Maicon, Elano e Robinho, contra o time africano todos jogaram bem, exceto Michel Bastos. Robinho também rendeu abaixo do esperado. Em compensação Gilberto Silva e Felipe Melo foram muito seguros e precisos tanto na marcação quanto na saída de bola. Luís Fabiano voltou a marcar, e duas vezes, sendo uma delas um gol antológico, que embora tenha seu brilho diminuído por ele ter tocado a bola com o braço duas vezes, ficará para a história. Mas a melhor notícia foi a atuação de Kaká, decisivo no primeiro gol de Luís Fabiano e no terceiro, marcado por Elano.

O fato negativo é, sem dúvida, a expulsão do camisa 10 da seleção, que acabou entrando na onda da violenta equipe marfinense, embora ele não tenha merecido o cartão vermelho pelo lance. O condicionamento físico de Kaká está abaixo do ideal. Por isso seria importante que ele enfrentasse Portugal para ganhar ritmo de jogo. Por outro lado poderá entrar mais descansado para as oitavas-de-final.

O jogo foi tenso e violento. Elano só não teve a perna quebrada por sorte. A Costa do Marfim decepcionou. A globalização fez mal ao futebol africano. As seleções do continente que sedia a Copa, depois que passaram a ser treinadas por técnicos europeus, embora tenham perdido a inocência, deixaram de lado a criatividade e a audácia. Tornaram-se muito mais táticas que técnicas, como se fossem seleções europeias subdesenvolvidas.

Agora contra Portugal a Seleção Brasileira entra mais tranquila com a classificação garantida, sabendo que não enfrentará um adversário violento, embora tecnicamente melhor. De qualquer forma, antes enfrentar um adversário qualificado e correr o risco de perder na bola do que arriscar sair de campo com alguma parte do corpo quebrada. O jogo contra Portugal será melhor. Pena que o tão esperado duelo entre Kaká e Cristiano Ronaldo não acontecerá.

Seleção de um tripé


Elano e Maicon se abraçam emocionados após o primeiro gol da Seleção Brasileira

Maicon, Elano e Robinho. Somente eles foram decisivos para a magra vitória da Seleção Brasileira por 2 a 1 na estreia do Copa do Mundo diante da "semi-amadora" Coreia do Norte. Pouco para uma seleção cotada para vencer o mundial. Justiça seja feita também a Michel Bastos que correu muito e teve uma boa atuação, apesar de não ter sido decisivo.

Julio Cesar e a dupla de zaga Lúcio e Juan pouco trabalharam contra uma equipe que jogou com uma linha de quatro defensores e outra de cinco no meio-campo - eventualmente, diga-se, eventualmente, o atacante Tae-Se deixava a linha do meio e trombava com os defensores brasileiros. No lance do gol coreano o goleiro da Inter de Milão não teve culpa, já que Gilberto Silva e Lúcio deixaram espaços para Yun Nam sair na cara do gol com tranquilidade.

Kaká nem de longe lembra o melhor jogador do mundo de 2007. Está bastante comprometido fisica e tecnicamente. O camisa 10 da seleção brasileira, que se recupera de uma lesão no púbis, não consegue mais dar suas arrancadas, que sempre fizeram a diferença em favor do craque. Kaká errou passes e não foi nada incisivo. Isso é extremamente preocupante por dois motivos:

1- O meio-campo da seleção é fraco e os homens que jogam atrás de Kaká, Gilberto Silva e Felipe Melo, são imprestáveis em termos de criação. Elano, embora ontem tenha tido uma boa atuação, não tem mobilidade e Robinho é veloz e incisivo mas não tem caracterísiticas de organização.

2- O problema começa na convocação, quando Dunga resolveu deixar Paulo Henrique Ganso de fora, o único jogador brasileiro em boa fase com caracterísiticas parecidas às de Kaká, o principal jogador do time brasileiro. Infelizmente não dá para depositar esperanças em Julio Baptista.

O jogo foi decidido em lances isolados. No primeiro gol, Elano percebeu Maicon passando livre pela direita e tocou para o lateral, que por sua vez teve a sorte de encontrar um goleiro inocente que abriu o canto para que ele batesse para o gol. O segundo gol saiu de uma passe magistral de Robinho para Elano finalizar com liberdade. Mas depender de lances isolados de três jogadores é muito pouco para uma Seleção Brasileira. Faltou troca de passes, tramas ofensivas. Luis Fabiano, por sinal, só teve uma chance de finalizar. O atacante precisa que a bola chegue mais vezes em seus pés.

Pelo jeito os treino fechados à imprensa não tiveram muito efeito. Precisa melhorar muito para enfrentar a forte Costa do Marfim no domingo, com Drogba no ataque.

Aquecimento para a Copa e vuvuzelas




Estamos vivendo uma expectativa muito grande com a proximidade da Copa do Mundo, a menos de 24 horas do início do torneio. Porém, antes, logo mais nesta quinta-feira, mais precisamente às 15 horas, haverá uma grande festa, com shows de Shakira, Alicia Keys, Black Eyed Peas, entre outras atrações para aquecer os torcedores.

Para os shows, as vuvuzelas, famosas cornetas usadas pelos sul-africanos nas arquibancadas, foram proibidas pela organização, que justificou o confisco alegando que os sons das cornetas atrapalhariam as músicas que serão apresentadas.

Nos dias de jogos, a Fifa ameaçou também proibir as vuvuzelas, alegando que o barulho - que realmente é ensurdecedor - atrapalharia os ábitros e jogadores. Mas será que os sul-africanos terão mesmo que ser censurados justamente quando o país vive o momento mais importante de sua história após o apartheid? O que você acha?

Os candidatos da Copa

Imagem: Estadao.com




Se nos posts anteriores comentamos sobre a exclusão de grandes jogadores da Copa do Mundo, seja por contusão ou opção dos treinadores, hoje falaremos sobre os candidatos a craque do Mundial que estão na África do Sul, até porque eleições aqui no Brasil, só depois da Copa.

Messi (Argentina): é o melhor do mundo atualmente. Fez uma grande temporada pelo Barcelona e, embora não tenha conquistado a UEFA Champions League, vinha jogando ainda melhor que no ano passado, quando ganhou a Bola de Ouro da Fifa. Pela seleção, suas atuações ainda estão muito abaixo em relação ao que apresenta em seu clube, no entanto, a torcida argentina espera que na Copa ele enfim deslanche.

Rooney (Inglaterra): é um artilheiro nato e versátil, que joga tanto mais recuado quanto mais fixo na área. O camisa 10 da Inglaterra é a principal esperança dos torcedores da Terra da Rainha, que desta vez têm boas perspectivas de que a seleção saia da incômoda fila de 44 anos sem título.

Xavi (Espanha): a seleção espanhola é uma das favoritas ao título, apesar da fama de "amarelar" em mundiais. E Xavi é o grande mentor do meio-campo da "Fúria". É excelente na saída de bola, no passe e na finalização, além de ser exímio cobrador de faltas, caracterísitcas mais do que suficientes para fazer do jogador do Barcelona um craque decisivo.

Cristiano Ronaldo (Portugal): eleito o melhor do mundo em 2008 é um jogador de extremo talento. O Real Madrid fez uma temporada fraca para suas pretensões, mas mesmo assim Ronaldo foi o principal jogador da equipe, com boas atuações. Mesmo sua seleção não sendo apontada como favorita, Ronaldo pode ajudar os portugueses a surpreenderem.

Kaká (Brasil): apesar de ter feito uma temporada ruim pelo Real Madrid por diversos motivos, mas principalmente contusão, o camisa 10, mesmo não estando 100%, tem potencial o suficiente para desequilibrar uma partida e decidi-la numa jogada.

Sneijder (Holanda): ao lado de Robben é a grande esperança dos holandeses para que enfim conquistem o título que passou tantas vezes perto da seleção laranja. Fez uma temporada formidável na Inter de Milão, onde conquistou a UEFA Champions League sendo um dos principais jogadores. Ele passa, finaliza e cobra faltas com extrema eficiência e representa melhor do que ninguém o estilo de jogo holandês, de muita movimentação e toque de bola.

Ribéry (França): a França não tem jogado como uma grande seleção desde a aposentadoria do gênio Zinedine Zidane. Classificou-se para a Copa na marra, com um gol irregular, o da famosa ajeitada com o braço de Thierry Henry, na repescagem das Eliminatórias contra a Irlanda. Mas Ribéry, apesar de estar longe de ser um gênio, tem muito talento e pode desequilibrar.

Drogba (Costa do Marfim): a seleção africana não é cogitada sequer para passar da primeira fase, já que caiu num grupo que tem Brasil e Portugal como favoritos. No entanto, o time que agora é comandado por Sven Goran Eriksson (ex-Inglaterra) tem jogadores que podem surpreender e fazer com que um time do continente que sedia o Mundial possa de fato chegar longe. E Drogba é o grande jogador dessa seleção, com seus gols bonitos e decisivos. Se repetir o que fez no Chelsea, o atacante, mesmo jogando contra seleções consideradas superiores à sua e tendo levado um susto (sofreu uma lesão no braço num amistoso contra o Japão na semana passada), será um grande nome neste mundial.

De Rossi (Itália): sem Totti, que não foi convocado pelo técnico Marcelo Lippi, e com Pirlo lesionado, o volante da Roma se tornou o principal jogador da Azzurra. É verdade que ele é um tanto quanto violento em algumas jogadas e até destoa dos craques apontados acima, mas De Rossi é um jogador de muita determinação e tem suas qualidades, principalmente na finalização, pois já marcou belos gols de fora da área. Sem contar que na seleção italiana ele sempre teve boas atuações.

Eles também farão falta



Se ontem o assunto aqui neste blog foi a bruxa que anda desfalcando as seleções na Copa - por sinal, Nani foi cortado da seleção de Portugal - hoje é a injustiça que alguns técnicos cometem ao deixar de fora grandes jogadores.

Vamos começar com o Brasil. Dunga deixou de fora os aclamados pelo povo Ronaldinho Gaúcho, Neymar e Paulo Henrique Ganso. Nenhum deles foi convocado. Sem contar que bons jogadores, em posições carentes do time, jamais foram lembrados pelo técnico como o volante Thiago Motta, da Inter-ITA, o lateral Roberto Carlos, do Corinthians e o meia Alex, do Fenerbahce-TUR, entre outros. Alguns tiveram poucas chances como Hernanes, do São Paulo e Lucas, do Liverpool-ING. O capitão do tetra só quis saber de jogadores obedientes à sua filosofia conservadora.

Na Argentina, Maradona que não se dá com Riquelme, do seu Boca Juniors, deixou de fora o talentoso meia. No entanto, o mais inexplicável foram as exclusões do experiente e polivalente Zanetti e do volante Cambiasso (melhor do mundo na posição atualmente), que fizeram uma extraordinária temporada pela Internazionale, campeã da UEFA Champions League. Sem contar que ambos têm grande experiência na seleção argentina, com boas atuações. Definitivamente, não dá pra entender.

A França, que vem apresentando um fraco futebol, não terá o atacante Benzema e o volante Vieira. Ambos poderiam contribuir muito com a seleção que dá pinta de que fará feio no mundial. O primeiro no ataque, que tem sérias dificuldades para balançar as redes e o segundo no meio-campo, que desde a saída de Zidane, parece órfão. Por essas e outras trapalhadas, o técnico Raymond Domenech já tem Laurent Blanc como substituto após a Copa.

Marcelo Lippi não convocou o decisivo Totti para suprir a falta de talento da equipe, que no começo da Copa já não contará com Pirlo, contundido. Vai ser difícil apostar na Azzurra.

Um caso à parte é a Holanda. O técnico Bert Van Marwijk não chamou os veteranos Seedorf e Van Nistelrooy. Mas, sem eles, o time está voando baixo e tem plenas condições de conquistar o título. Além disso, a Holanda é estigmatizada por ser envolta a problemas de relacionamentos entre os jogadores nos mundiais, o que parece não acontecer desta vez.

Cuidado com a bruxa!



Em Copa do Mundo sempre algum jogador de renome se machuca e fica de fora. Mas este ano a bruxa resolveu dar as caras de vez. Seleções importantes vêm perdendo seus principais jogadores por contusão.

Os primeiros a darem adeus ao Mundial foram Beckham (Inglaterra), Essien (Gana) e Ballack (Alemanha), sem condições de jogo antes mesmo dos anúncios das listas de convocados. Na última semana, mais uma grande baixa na Inglaterra: simplesmente o capitão Rio Ferdinand foi cortado por um entorse no joelho. O volante Obi Mikel, da Nigéria, também foi vetado pela mesma lesão.

Tem ainda os que estão "baleados" como Pirlo (Itália), Drogba (Costa do Marfim) e Robben (Holanda), três dos principais craques do futebol mundial.

No Brasil, Julio César sofreu uma lesão nas costas no amistoso contra o Zimbábue e Michel Bastos torceu o tornozelo num treino coletivo. Porém, ambos não preocupam e estarão na estreia do mundial. O segundo, inclusive, joga hoje contra a Tanzânia, no amistoso caça-níquel da CBF. A Tanzânia virá com uma vontade fora do comum. Afinal, enfrentar o Brasil é uma oportunidade única na vida dos jogadores do país africano. Por isso, é bom se precaver, pois a bruxa poderá estar voando por aqueles lados também.

O mala



Um dos craques do Santos neste ano, Neymar, vai mostrando cada vez mais sua falta de maturidade. No último domingo, segundo relatos de colegas repórteres de rádio, quando chegou ao Pacaembu para o clássico contra o Cortinthians, o atacante de 18 anos desceu do ônibus escoltado por seis seguranças, como se fosse um superstar.

Ora, nem Rogério Ceni, Kaká, Romário, entre outros consagrados craques da bola jamais tiveram essa atitude. Nem Pelé.

E por falar em Pelé, disseram a Dunga que se ele fosse o técnico do Brasil na Copa de 58 não convocaria Pelé, pois não convocou Neymar, "menino" a exemplo do Rei do Futebol na época. Mas começamos a entender porque o técnico da seleção mais vitoriosa do mundo resolveu deixar de lado o imaturo Neymar e não convocá-lo para a Copa. É simples. Pelé não era tão bobo assim.

Neymar ainda é um moleque tonto, que dá risada por não saber quem são os candidatos à presidência da república e se exibe como se fosse o rei da cocada preta. Neymar nunca será o que pensa que é e para chegar perto disso ainda terá que mostrar muito mais futebol e menos futilidade.

Tênis?



No torneio de Roland Garros mais chama a atenção o figurino da norte-americana Venus Willians do que os jogos. A ousadia no vestido é tamanha que os shorts utilizados por baixo do vestido, da mesma cor da pele da tenista, em alguns momentos deixam a impressão de que ela está nua.

Em vários pontos das partidas, ela demonstra sentir certo desconforto com a peça ‘inovadora’, mas vale tudo pelo "marketing esportivo". Mesmo assim a segunda colocada no ranking da WTA, não tem precisado de muito esforço para bater as adversárias e está na terceira rodada de Roland Garros.

A extravagância das vestes de Willians certamente deixa o público de queixo caído, principalmente os marmanjos. Se a moda pega, o esporte, majoritariamente praticado e prestigiado pela elite, vai se popularizar.

Futebol brasileiro submisso





Como se não bastasse o Campeonato Brasileiro estar em disputa num período inoportuno, em que só se fala de Seleção Brasileira e dos preparativos para a Copa - e nem poderia ser diferente - grandes clássicos de rivalidades históricas, além de ofuscados por esse motivo, são prejudicados pelo "inteligente" calendário da CBF.

Assim, jogos como Flamengo e Fluminense, no Maracanã, e São Paulo e Palmeiras, no Morumbi, serão disputados hoje, às 19h30 e às 21h50, respectivamente.

Se a média de público já tem sido ruim em clássicos regionais disputados em tardes de domingo imagine com esses horários, num dia de semana. Pior que isso só se colocassem em horário comercial.

O prejuízo diante dessa situação reflete na saúde financeria dos clubes, que acabam arrecadando pouco com a renda do jogo, nas equipes, que caso tenham jogadores convocados para a seleção ficam desfalcadas (se Dunga tivesse convocado Ganso, Neymar e Hernanes os jogos ficariam ainda menos atrativos) e na própria imprensa esportiva, que fica sobrecarregada pela dificuldade de dar o devido destaque a tantos assuntos ao mesmo tempo.

O futebol brasileiro não se desenvolverá enquanto continuar dependente da emissora de TV que detém os direitos de transmissão, que faz o que quer com o calendário.

O acerto na estratégia



Correr riscos. Essa afirmação está associada tanto na vida como no futebol. A todo momento estamos correndo riscos, seja no trânsito, nas ruas, em casa (ainda mais com a violência de hoje em dia), com nosso próprio corpo etc. Também podemos acertar ou errar. Por sermos seres humanos não somos perfeitos fisica, emocional ou intelectualmente.

No futebol, não é diferente. As equipes correm riscos de perder ou ganhar. Não há equipe perfeita, imbatível e por ser tão imprevisível o futebol é tão emocionante e apaixonante.

Prova disso é a conquista da Internazionale de Milão na Copa dos Campeões da UEFA. A equipe comandada pelo competente José Mourinho (apesar de sua arrogância em alguns momentos, há de se reconhecer que hoje ele é o melhor do mundo em sua função) bateu os favoritos Chelsea e Barcelona. Assim como o adversário do time italiano na decisão, o Bayern de Munique, passou por outro cotado como favorito, o Manchester United. Apesar de favoritas, essas equipes não eram imbatíveis, portanto.

Na final, a Inter manteve sua estratégia contra os alemães, mas não passou por sufoco, já que o time do técnico Louis Van Gaal, sem Ribery, foi muito dependente de Robben. Assim, em dois lances de contra-golpes mortais a Inter garantiu o título com dois gols de Diego Milito.

Não é incomum no futebol que equipes superiores tecnicamente sejam surpreendidas pelo seus adversários. Mas essa conquista da Inter foi especial. Lavou a alma dos torcedores, que não viam o time que veste negro e azul vencer o maior título da Europa desde 1965. Era de arrepiar a emoção que tomou conta de todos os que estavam no Santiago Bernabéu e nas ruas de Madrid e Milão.

Para bater Chelsea e Barcelona era preciso ser inteligente. E Mourinho foi mais inteligente do que arrogante. É claro que ficar na defensiva contrasta com a beleza do futebol e, jogando assim, a Inter correu riscos. No entanto, mais arriscado ainda seria a equipe ter o atrevimento e a inocência de partir para o ataque diante de adversários mais fortes.

Jogar desta maneira não significou que a Inter não tinha qualidade. Pelo contrário, pois a equipe soube, nos momentos certos, aproveitar muito bem as chances que teve. E para aproveitá-las da melhor maneira possível, só tendo excelentes jogadores para defender como Julio César, Lucio, Samuel, Cambiasso, Thiago Motta e Zanetti, para dar o passe preciso, como Sneijder, para contra-atacar com muita velocidade, como Maicon, Pandev e Eto'o e para finalizar com perfeição, como Diego Milito. Temos que destacar também que alguns desses jogadores são bons para outras funções além das apontadas.

O que caracterizou o time italiano que venceu tudo nesta temporada (Copa dos Campeões, Campeonato Italiano e Copa da Itália) foi a entrega e a versatilidade dos jogadores. O maior exemplo disso foi Eto'o, centroavante de origem, mas que com a boa fase de Milito, foi deslocado para jogar aberto pelo lado direito do meio-campo, função que executou com propriedade. Eto'o conquistou assim seu terceiro título europeu e sua segunda tríplice coroa. Havia conquistado duas Champions e uma "tripleta" com o Barcelona, que o cedeu à Inter junto com 40 milhões de euros para ter Ibrahimovic. Não é preciso nem dizer quem se deu melhor na negociação.

Na maioria das vezes, a estratégia mais sensata e inteligente, na vida como no futebol, é a menos arriscada. E deu certo. A Inter conquistou tudo o que disputou nesta temporada.

Depois da Copa...



Torcedores de São Paulo e Internacional e todos os que apreciam o futebol aguardarão com muita expectativa o período de 40 dias de recesso para a Copa do Mundo até que sejam abertas as portas do espetáculo dividido em dois jogos que decidirão o finalista da Libertadores.

As equipes passaram nas quartas-de-final pelos dois últimos finalistas. O São Paulo bateu o Cruzeiro com duas vitórias espetaculares por 2 a 0 e o Internacional venceu o atual campeão Estudiantes, com uma vitória e uma derrota: 1 a 0 no Beira-Rio e 1 a 2, na Argentina, com um gol de marcado no último minuto que deu a classificação ao Colorado, uma vitória na alma, com a cara da Libertadores.

Bem que poderiam esses jogos ser válidos pela final, repetindo o fantástico duelo de 2006, que naquele ano representou a supremacia do futebol brasileiro na América do Sul.

O Inter levou a melhor num confronto de gigantes que foi sem dúvida uma das maiores decisões da história do torneio de futebol mais importante das Américas. O torcedor colorado pôde comemorar o título pela primeira vez. Vibrou como nunca, em total estado de êxtase no Beira-Rio. O torcedor tricolor ansiava pelo bi-campeonato (em 2005, em outra final brasileira, o São Paulo havia batido o Atlético-PR) e pelo quarto título da história do clube, mas pôde sair de cabeça erguida daquela derrota, pois o São Paulo esteve vivo na disputa pelo título até o úlitmo minuto de jogo.

O São Paulo terá a chance de se vingar, como fez com o Cruzeiro, que o eliminou no ano passado. Dessa vez o mando de jogo se inverte em relação a 2006 e o segundo jogo será no Morumbi.

Nessa batalha de gigantes, as referências do São Paulo estão de um extremo ao outro da equipe, com Fernandão no ataque - coincidentemente um dos maiores ídolos da história colorada, capitão da Libertadores e do Mundial de 2006, mas que agora defende as cores tricolores e foi o principal personagem do time paulista na classificação para a semifinal - e o eterno capitão Rogério Ceni no gol, aliados a um time de muita raça e criatividade. Os argentinos Abbondanzieri, Guiñazu e D'Alessandro são o coração de um time que não aceita a derrota e luta até o final.

OBS: Que quem sair vencedor não se sinta o campeão e fique de olhos muito bem abertos com Universidad de Chile, que eliminou o Flamengo, ou Chivas-MEX, pois ambos chegaram de maneira surpreendente até as semifinais e numa final também podem repetir a dose.

Mudança de atitude


Hernanes vibra em seu gol que inaugurou o placar na vitória por 2 a 0 contra o Cruzeiro. Dagoberto foi o autor do segundo gol.

Mais do que um aprimoramento em sua estrutura tática e uma melhora na qualidade técnica com a chegada de Fernandão, o que mais chama a atenção no São Paulo é a mudança de atitude.

Um time que há poucos dias jogava com monotonia e era merecedor de críticas, agora é digno de muitos elogios pelo que vem aprensentando na Libertadores, especificamente nos dois úlimos jogos, em que bateu a forte equipe do Cruzeiro nas quartas-de-final com muita competência e principalmente muita raça.

O espírito da Libertadores reacendeu no Morumbi e o tricolor, classificado para a semifinal, certamente é um dos favoritos para a conquista do título.

Recruta Zero



Dunga conseguiu implantar um quartel na Seleção Brasileira. Mas não conseguiu fazer com que os torcedores brasileiros e boa parte da imprensa se tornassem seus soldados. Assim, logicamente, virou motivo de piada pela péssima convocação do time que disputará a Copa do Mundo, pois ao contrário dele, o brasileiro tem bom humor e criatividade.

Perante seus comandados Dunga está para um general. No entanto, perante à maioria dos brasileiros, mais parece um Recruta Zero. Não é possível que não esteja vendo o quanto está jogando Paulo Henrique Ganso. Ele disse na coletiva após o anúncio da convocação que o camisa 10 do Santos e Neymar, os dois melhores jogadores do Brasil no momento, eram reservas do Santos até dezembro. OK, eles eram reservas até dezembro. Dos que foram convocados, Kléberson era reserva até semana passada e Julio Baptista e Doni são reservas da Roma há meses. Inclusive Doni é reserva de outro goleiro brasileiro, Julio Sérgio.

Como se não bastasse essa maluca incoerência o técnico da Seleção da CBF também usou como justificativa para a ausência de Ganso e Neymar o mau desempenho nos Mundiais sub-20 e sub-17, respectivamente, disputados no ano passado. Ganso, que tem personalidade, o que talvez irrite Dunga, respondeu mostrando o quanto está mal informado o que carrega o nome de um dos anões da Branca de Neve. "Ele não está sabendo bem da seleção sub-20 que disputou o Mundial do ano passado. Fui titular em todos os jogos, pena que não voltamos com o título. No ano passado, eu estava ainda no começo de carreira. Era promessa. Hoje sou uma realidade", destacou o meia, em entrevista por telefone ao jornal O Estado de S. Paulo. E emendou: "Futebol é momento, atravessamos uma grande fase e ele (Dunga) poderia ter dado uma chance para nós dois. Se levasse a gente, estaríamos prontos."

O comentarista da ESPN Brasil e colunista da Folha de S. Paulo, Paulo Vinicius Coelho, um dos melhores e mais sérios jornalistas esportivos do Brasil, disse em seu blog: "Que Dunga e Jorginho assistem mal às competições sub-20 é sabido desde o Mundial de 2007. Naquela época, na Venezuela, um grupo de jornalistas assistia a Brasil 0 x 2 Estados Unidos, partida decidida pela grande atuação de Altidore, hoje convocado para a Copa do Mundo. Nessa hora, chegaram ao saguão do hotel de Puerto la Cruz Jorginho e Dunga com uma pergunta na ponta da língua: "Que jogo é esse?" A seleção brasileira sub-20 estava em campo.

Ou seja, além de incoerente, Dunga é mal informado. O que faria Dunga em épocas que a Seleção não está em atividade? Será que ele não assiste aos jogos? Pelo menos nos estádios, parece que não. Ao contrário dos outros treinadores que vemos pela TV, principalmente nos jogos europeus, onde estão os principais jogadores, Dunga e seu auxiliar Jorginho, nunca aparecem. O técnico da Seleção da CBF deveria estar dormindo por um longo tempo e acordou só agora, dando uma de Recruta Zero.



O blog "The Piauí Herald", da Revista Piauí, traz duas postagens muito engraçadas. Vale a pena conferir:

Irritado com reação negativa da imprensa, Dunga ameaça convocar postes

http://www.revistapiaui.com.br/herald/post_122/Irritado_com_reacao_negativa_da_imprensa_Dunga_ameaca_convocar_postes_.aspx

Após convocação de Dunga, carnaval na Argentina não tem hora para acabar

http://www.revistapiaui.com.br/herald/post_124/Apos_convocacao_de_Dunga_carnaval_na_Argentina_nao_tem_hora_para_acabar.aspx

Coerência VS Inteligência



Dunga mostrou ontem que a coerência que tanto exalta nem sempre é inteligente. Na coletiva após o anúncio da convocação dos 23 jogadores que irão para Copa do Mundo da África ele tentou justificar as ausências de alguns nomes dando "aula" de patriotismo e deixando claro que só pensa no futebol de resultados, pragmático, nem que tenha condições de montar um time melhor.

Fazendo referências a dois mestres colunistas justificamos o quanto a coerência de Dunga não é tão positiva como pensa o técnico da Seleção Brasileira. Tostão, em sua coluna na Folha de S. Paulo no último domingo, disse sabiamente que nem sempre a coerência é uma virtude e citou uma frase de Millôr Fernandes: "Coerente é o sujeito que nunca teve outra ideia". Isso diz tudo. Juca Kfouri, logo após a entrevista coletiva de Dunga, disse no programa "Bate Bola" da ESPN Brasil que o técnico da Seleção foi coerente com seu grupo de jogadores e o abraçou para ganhar ou perder com todos juntos, o que não deixa de ser certo. Mas, como ele diz que é tão patriota, onde está sua coerência com a maioria do povo brasileiro que pedia a convocação dos meninos da Vila, principalmente de Ganso?

Na Copa, se o Brasil vencer - e de fato é um dos grandes favoritos ao título - será como em 1994, sem fantasia, somente com resultado, sendo que teria condições de montar um time melhor, diferentemente daquele ano. Dunga poderia ter feito melhor e não quis.

Enfim, as palavras de Juca Kfouri e Tostão (também emprestadas de Millôr Fernandes) mostram que coerência só combina com inteligência na escrita e na pronúncia. Na vida, nem sempre.

O homem do dia


O que se passa na cabeça de Dunga?

11 de maio de 2010. Enfim chegou um dos dias mais esperados do ano. Estamos há poucos instantes da divulgação da lista dos convocados para a Copa de 2010. Todos na expectativa do que Dunga dirá.

Ronaldinho Gaúcho, Neymar, Paulo Henrique Ganso, Roberto Carlos e alguns menos badalados são nomes comentados ultimamente para serem surpresas nessa lista.

Neste momento, 190 milhões de brasileiros que de um jeito ou de outro acompanharão a Copa estão na expectativa. Por um dia Dunga é mais importante até que o Presidente da República. Aguardemos.

O blog já manifestou sua opinião. Veja posts anteriores:

http://atuali-zc.blogspot.com/2010/04/selecao-brasileira-mudancas-sao.html

http://atuali-zc.blogspot.com/2010/04/neymar-e-ganso-na-selecao.html

Brasileirão sem repercussão


No vídeo game o Brasileirão já começou. Adriano, que está na capa deste jogo, será que continua no Flamengo? O exemplo também serve para craques de outros times.

O Campeonato Brasileiro começa neste final de semana e a repercussão para a competição nacional de maior importância do futebol no país ainda é pequena entre jornalistas, torcedores e os próprios clubes. As atenções estão voltadas para as decisões da Libertadores e da Copa do Brasil e principalmente para a Copa do Mundo.

Alguns clubes pouparão seus principais jogadores nas rodadas iniciais do Brasileirão visando a conquista do título de maior prestígio do futebol das Américas ou do segundo torneio mais importante do Brasil, que dá vaga à Libertadores.

Além disso, é certo que muitos clubes perderão jogadores importantes ao longo da competição para o futebol europeu ou asiático. Assim, a equipe que estiver entrosada e bem na tabela pode ficar a ver navios e ser ultrapassada pelos concorrentes.

A princípio, como sempre, não há um ou dois principais favoritos, como acontece nas ligas europeias. Temos o Santos de Neymar, Paulo Henrique Ganso e cia., o Internacional, o São Paulo e o Cruzeiro, com seus brilhantes elencos e disputando o título da Libertadores, o Corinthians, buscando um prêmio de consolo após a eliminação na competição sul-americana, grande objetivo do clube no ano cujo alto investimento justifica o desejo que tinha pela conquista, além do Flamengo, atual campeão, que defenderá o título e está fortalecido após eliminar o Corinthians na Libertadores. Ainda aparecem com força o Grêmio, semifinalista da Copa do Brasil, o Atlético-MG, de Vanderlei Luxemburgo e o Fluminense, de Muricy Ramalho. Um pouco abaixo aparecem o Botafogo, de Joel Santana, o Vasco, retornando da Série B e o Palmeiras, tentando ressurgir das cinzas após no final do ano passado ter ido do céu ao inferno, onde ainda continua. Sem contar que sempre há surpresas e neste ano são grandes candidatos ao posto o Atlético-GO (em franca ascensão desde a Série C de 2008) e o Vitória, que estão nas semifinais da Copa do Brasil.

Mas de que adianta fazer prognósticos se além de o futebol ser imprevisível e absolutamente suscetível a surpresas, muitos jogadores desses outros clubes irão embora no andar da carruagem?

O Campeonato Brasileiro é um dos melhores do mundo, se não o melhor, pois em nenhum outro país há tanto equilírbio quanto aqui. Por isso é preciso que o calendário do futebol brasileiro seja readaptado e, de preferência, adequado ao calendário europeu - para onde vão a maioria dos jogadores negociados -, como já fez a Argentina há muito tempo, pois é frustrante para o torcedor saber que os principais jogadores de seu time podem ir embora justamente quando houver perspectiva de título.

Da alegria à revolta


Torcida do Corinthians incentivando a equipe no início do jogo. Mais de 35 mil pessoas foram ao Pacaembu

Acabou mais uma vez. O Corinthians não conseguiu seu grande objetivo de conquistar a Libertadores no ano de seu centenário. O título é mais do que cobiçado pela massa cortintiana e a expectativa por uma conquista desta vez era muito grande. O elenco foi reforçado com jogadores de peso. O time fez a melhor campanha da primeira fase. Quis o destino que o Flamengo, que chegou às oitavas-de-final cambaleante, fosse colocado em seu caminho. O clássico das duas maiores torcidas do Brasil era um teste que diria ao Timão se ele estaria ou não preparado para, enfim, tornar seu sonho realidade. Mas como disse o técnico Mano Menezes: "temos que aprender mais". E o Flamengo saiu vitorioso, com uma derrota por 2 a 1.

Isso mesmo. Como o regulamento da competição determina que o gol fora de casa tem mais peso, a derrota por 2 a 1 deu ao Flamengo a classificação, pois na primeira partida, no Maracanã, a equipe rubro-negra venceu por 1 a 0. A única vantagem do Corinthians, portanto, foi poder decidir a vaga em casa. Não adiantou ser o melhor time da primeira fase. O péssimo desempenho do Flamego na primeira fase em nada afetou o time do "Império do Amor". Mas todos os times que entram na Libertadores devem saber que não há vantagem nos mata-matas.

O Flamengo venceu a primeira em casa e entrou tranquilo na partida, jogando a pressão para o Corinthians. Tão tranquilo que apenas assistiu à partida no primeiro tempo e viu os donos da casa fazerem 2 a 0, com Danilo e Ronaldo. Mas logo no início da segunta etapa os rubro-negros jogaram o desespero para o lado corintiano mais uma vez com o gol de Vagner Love.

Assim, o Corinthians não conseguiu o gol que lhe daria a classificação. A torcida foi da alegria no primeiro tempo à apreensão, incentivando o time com menos intensidade. O Corinthians tentou até o último minuto, mas não deu de novo. Bruno defendeu um chute de Chicão nos minutos finais e como a torcida alvinegra queria ter ido ao delírio naquele momento...

O apito final decretou mais um fracasso corintiano na competição sul-americana de maior prestítgio e a apreensão deu lugar à tristeza. Mas a fiel reconheceu o empenho do time e aplaudiu os jogadores. O sonho foi mais uma vez adiado, mas não acabou.

O problema foi que um mal maior do que qualquer derrota aconteceu: a tristeza deu lugar à revolta a alguns elementos. Temia-se a violência em caso de derrota corintiana, mas não teve jeito e, como sempre, alguns bandidos fantasiados de torcedores entraram em conflito entre si e contra a polícia nas imediações do estádio. Famílias que saíam do estádio entraram em desespero. Crianças choravam. Cenas das mais absurdas barbáries. Para variar, os elementos presos foram soltos horas depois.

Até que um próximo confronto dentro de campo vire outro confronto fora dele... e assim caminha o futebol brasileiro, sede da Copa de 2014.


Elias chora derrota de sua equipe. Vagner Love o consola.




Tumulto nas imediações do Pacaembu

Rogério salva mais uma vez e São Paulo precisa melhorar


Rogério Ceni, herói mais uma vez, espera que Fernandão reforce o elenco tricolor para a sequência da Libertadores.

Um 0 a 0 que teimava em atormentar o São Paulo e causar à torcida o mesmo pesadelo de 2004, quando a equipe do Morumbi foi eliminada da Libertadores pelo Once Caldas-COL, que jogava da mesma forma do adversário de ontem, numa retranca intranspovível. Com 11 atrás, o Universitario-PER, ciente de suas limitações técnicas, tinha o objetivo de levar o jogo para os pênaltis e seguir com a mesma estratégia que rendeu o título do maior torneio continental à equipe colombiana seis anos atrás. Quis o destino que desta vez fosse diferente.

O time peruano cumpriu boa parte do que pretendia, até Rogério Ceni voltar a ser Rogério Ceni. O maior ídolo da história tricolor não vinha em boa fase. Nesta temporada tem falhado em algumas partidas e sido alvo de críticas da imprensa e da torcida - claro que, pela sua história, com muito mais respeito que o restante da equipe e principalmente o técnico Ricardo Gomes.

Nas penalidades o Universitario abriu a série e marcou. A primeira penalidade do São Paulo foi cobrada por Rogério Ceni. E ele perdeu. O desespero acometeu os mais de 40 mil são-paulinos presentes no estádio e em qualquer lugar do Brasil. O grande ídolo da torcida, líder do elenco e praticamente dono do time perder o pênalti... Parecia que o mundo ia por água abaixo.

Mas de Rogério Ceni não se duvida e mais uma vez brilhou sua estrela de vitória e superação. Logo após desperdiçar sua cobrança o camisa 1 tricolor pegou dois pênaltis e viu um chute ir para fora. Do inferno ao céu em poucos minutos, Rogério Ceni levou o São Paulo a mais uma classificação.

Agora o time aguarda por Fernandão, mais um jogador de muita experiência, para contribuir com Ceni na liderança do elenco, com o objetivo de tornar o time melhor para a disputa das quartas-de-final, já na próxima semana, contra Cruzeiro - algoz do São Paulo na última edição - ou Nacional-URU.

De qualquer forma, independente do adversário, é preciso jogar muito mais bola para continuar sonhando com o tetra da Libertadores. A equipe precisa melhorar. E logo. Por isso a chegada de Fernandão para comandar o ataque é considerada imprenscindível pela diretoria e por Rogério Ceni.


São Paulo faz proposta hoje ao Goiás para trazer Fernandão ao Morumbi

Não deu na bola, foi na "experiência"


Paulo Henrique Ganso, o maestro dos Meninos da Vila

Logicamente, pela campanha excelente, o Santos mereceu a conquista do Campeonato Paulista. O time teve o melhor ataque da competição desde 1996, com média de 3,13 gols por partida. Foram 72 gols no total. Além disso, a arte esteve presente neste time e muitos dos gols tiveram uma plasticidade que não se via há muito tempo no futebol brasileiro. O título coroou o time que resgatou o futebol arte.

No entanto, nesta final, somando-se os dois jogos, o Santo André foi melhor e o Santos, quando esperava-se que fosse consolidar seu magistral futebol apresentado até então, foi envolvido por uma equipe taticamente muito bem armada e que também contou com jogadores de muita criatividade. O futebol do Santo André teve beleza e eficiência e deixou muitos de queixo caído. No placar agregado das duas partidas houve um empate em 4 a 4. Não fosse pela campanha o Santos correria sérios riscos de perder o título na prorrogação ou nos pênaltis.

O Santos não aguentou o Santo André na bola. Teve que fazer cera, segurar a partida, pois a falta de maturidade de quem não se esperava, como dos experientes Leo, Marquinhos e Roberto Brum, expulsos tolamente, prejudicou extremamente o time da Baixada. A maturidade, então, ficou por conta dos garotos Paulo Henrique Ganso e Neymar que mais uma vez fizeram a diferença.

Enquanto Neymar marcou dois belos gols, Paulo Henrique Ganso, que deu uma passe antológico de calcanhar no segundo gol, foi o grande mentor do time. O camisa 17 - ontem não jogou com a 10, pois Giovanni, seu conterrâneo que foi relacionado para a partida para comemorar o título, estava no banco - teve uma atitude jamais vista ou muito rara no futebol. Após a expulsão de Roberto Brum o técnico Dorival Junior chamou desesperadamente o zagueiro Bruno Aguiar para recompor o sistema defensivo. O escolhido para sair seria Paulo Henrique Ganso. Seria, pois o craque santista, bateu no peito e disse: "Eu não. Daqui não saio. Deixa pra mim que eu seguro lá na frente" e com isso saiu André, que entrara no lugar de Robinho, que aliás até o momento é um mero coadjuvante no time dos Meninos da Vila.

Mais uma vez Dunga teve provas de que será uma grande besteira deixar de fora Neymar e Paulo Henrique Ganso. Eles marcam gols, dão belos dribles e passes, sem se intimidar com as caras feias e broncas dos zagueiros.

No confronto em que os experientes jogaram mal e foram inocentes e o técnico não teve pulso para manter o 4-3-3 - esquema que vinha fazendo do Santos o melhor time do Brasil - os meninos tiveram que virar homens e fazer a diferença, segurar a bronca.

O Santo André mostrou que o Santos não é tão imbatível assim. Dorival Junior tem lições a tirar deste confronto. A principal delas é que ele não deve fazer do time que estava encantando um time comum. Na quarta-feira a equipe enfrenta pela Copa do Brasil em casa o Atlético-MG, campeão mineiro, comandado por Vanderlei Luxemburgo, que mesmo tendo feito um trabalho ruim no Santos no ano passado, conhece o time, e que na primeira partida em Belo Horizonte venceu por 3 a 2. Se o Santos for o mesmo da final do Paulistão, corre grandes riscos de ser eliminado.