
Julio César, Maicon, Lúcio, Juan e Michel Bastos; Gilberto Silva, Felipe Melo, Elano, Kaká e Robinho; Luís Fabiano. Este foi o time escalado como titular por Dunga no primeiro treino coletivo da Seleção Brasileira em Johannesburgo.
Nenhuma surpresa. As dúvidas, Michel Bastos ou Gilberto, Elano ou Ramirez, parecem ter sido sanadas e quem acompanha a seleção já deduz há um tempo que esta será realmente a equipe titular que defenderá o Brasil na Copa.
Ao longo dos três últimos anos, Dunga definiu seu time base, o que é importante para o entrosamento da equipe, algo essencial no futebol. No entanto, faltou um pouco mais de ousadia ao não dar oportunidade a alguns jogadores, não somente Paulo Henrique Ganso e Neymar.
Citamos também Elias (Corinthians), Roberto Carlos, Thiago Motta (Inter de Milão), Alex (Fenerbahçe) entre outros. Hernanes (São Paulo) e Lucas (Liverpool) tiveram poucas oportunidades também.
O problema é que o time de Dunga se acostumou a jogar apenas de uma maneira, no 4-2-3-1, e não há muitas alternativas analisando o banco de reservas. O único momento em que a equipe jogou com uma formação diferente, foi mais defensiva, utilizando três volantes, na Copa América de 2007.
Não há dúvidas de que a Seleção Brasileira é muito forte e uma das favoritas ao título. Mas preocupa o fato de Dunga não ter alternativas para deixar o time mais ofensivo e nem ter tido essa atenção.
Além disso, pelas características do time, a Seleção é muito dependente de Kaká, o principal responsável pelos contra-ataques e o que tem mais qualidade no passe. Por isso temos que torcer para que o camisa 10 esteja mesmo recuperado.
O Grupo Estado revelou nesta terça-feira que o Morumbi não sediará a abertura e nenhum outro jogo da Copa de 2014. A informação vem coincidentemente com a eleição do Clube dos 13, em que o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, viu o candidato que apoiava e que daria ainda mais poderes à entidade, Kléber Leite, ser derrotado pelo reeleito Fábio Koff, que terá como vice o presidente do São Paulo, Juvenal Juvêncio.
Ficou claro que isso é vingança do Ricardo Teixeira por ter perdido as eleições do Clube dos 13. Sim, porque Kléber Leite não passaria de um testa de ferro dele. E o apoio de Juvenal Juvêncio a Fábio Koff, acabou enfurecendo o presidente da CBF.
Essa afirmação se reforça ainda mais se levarmos em consideração as declarações de Jerome Valcke, secretário-feral da Fifa, que em 19 de março, após muito ter criticado o Morumbi, disse, enfim, que o projeto de reforma atendia às exigências da entidade e daria ao estádio condições de abrigar a abertura e até as semifinais.
Segundo o jornal Valcke virá ao Brasil na próxima quinta-feira para dar oficialmente a bombástica notícia. Ele vai se encontrar com os dirigentes do Comitê Organizador do Mundial em São Paulo, de onde seguirá para uma série de reuniões em Brasília. Ficará dois ou três dias no País.
Valcke também vai conferir de perto como estão os demais projetos dos estádios credenciados para abrigar jogos da Copa. Em maio, a Fifa exibirá um vídeo no Brasil com os defeitos técnicos existentes nos projetos do Morumbi. Quer assim se eximir de responsabilidade pela exclusão do Estádio Cícero Pompeu de Toledo.
O estádio faz parte da história do futebol paulista e, embora tenha problemas, poderia passar por uma reforma e se adequar perfeitamente às exigências da Fifa.
Querem construir outro estádio e superfaturar a obra, como já aconteceu no Pan e vai acontecer nas Olimpíadas. Por que na Copa seria diferente?
O veto ao Morumbi é politicagem suja! Como estamos no Brasil, não é nada supreendente. Infelizmente. Até quando...
