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Simplesmente Majestoso

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Ronaldo disputa jogada com Alex Silva e Hernanes

Enfim, São Paulo e Corinthians saíram do marasmo. Dois dos times mais badalados do país, pelas contratações feitas no início da temporada e por estarem na Libertadores como candidatos ao título, até agora não haviam mostrado a que vieram na temporada, tendo seus brilhos ofuscados pelo surpreendente Santos, que no momento se afirma como o melhor time do país.

O Corinthians entrou quente no clássico, impulsionado principalmente por Elias, autor do primeiro gol, e Dentinho. O São Paulo estava frio, como vem sendo nesta temporada. Hernanes e Cléber Santana controlavam a posse de bola, passavam de um lado para o outro, mas sem objetividade. Léo Lima era uma figura nula em campo e só atrapalhava, simbolizando a apatia e a lentidão do time.

Mas após o gol de Danilo, que também fazia uma grande partida contra seu ex-time - onde foi campeçao mundial, da Libertadores e brasileiro -, o jogo mudou totalmente de figura, pois a expulsão de Dentinho - que havia passado facilmente pela marcação de Jean no lance do segundo gol - foi mais prejudicial para o Corinthians do que para o São Paulo que perdeu Washington.

Assim, o tricolor passou a dominar a partida e não demorou muito para Jean se redimir da falha no gol corintiano e fazer o primeiro do São Paulo. O jogo estava aberto novamente.

No segundo tempo a entrada de Fernandinho no lugar de Leo Lima deu mais movimentação ao time de Ricardo Gomes, mas quase ruíram as pretensões do São Paulo com o gol de falta de Roberto Carlos. Um lance um tanto quanto chocante para o time, pois além de ter sido o gol marcado por um dos medalhões do Timão, houve falha gritante do capitão Rogério Ceni no lance.

O São Paulo então ficou alguns minutos abalado, na morosidade do primeiro tempo, com mais posse de bola, mas sem assustar. Até que a falha veio também para o outro lado e numa falta cobrada por Hernanes, o inexperiente goleiro Rafael Santos soltou a bola nos pés de Rodrigo Souto. O gol colocou o time de volta à partida.

Cincinho entrou no lugar de Hernanes e deu ainda mais gás à equipe tricolor, já empolgada com o segundo gol. Em novo erro de Rafael Santos, desta vez na saída pelo alto após falta cobrada na área por Cicinho, Rodrigo Souto, de novo, empatou de cabeça.

Pressão total para cima do Corinthians. Mano Menezes mexeu mal no time. Tirou Elias, o melhor em campo de seu time, para a entrada do lento Tcheco. Jorge Henrique entrou quando parecia tarde demais, mas no lugar de Danilo, e não de Ronaldo, parado em campo e totalmente sem condição física.

O jogo estava eletrizante. Parecia mais perto do quarto gol o São Paulo, mas quando teve uma chance real desperdiçou. Fernandinho poderia ter tocado para Marlos que passava livre ao seu lado. Preferiu fazer tudo sozinho e perdeu a bola. E no ataque seguinte veio o castigo. Iarley, que entrara no lugar de Ronaldo há pouco instantes, fez boa jogada e cruzou. A bola bateu na cabeça de Alex Silva e foi no ângulo de Rogério Ceni, sem chances de defesa. Gols do tipo que só acontecem uma vez na vida. A sorte esteve do lado da equipe alvinegra, para a explosão de sua torcida.

Clássico sensacional, em que Corinthians e São Paulo fizeram jus ao nome que a ele se dá: Majestoso.

Ronaldo se destaca. Fora de campo.




Mais uma vez Ronaldo foi o centro das atenções da imprensa e mais uma vez de forma negativa. Após a derrota do Corinthians diante do Paulista de Jundiaí em Barueri pelo Campeonato Paulista, no estacionamento do estádio, quando estava saindo, Ronaldo fez um gesto obsceno, mostrando o dedo do meio.

Em nota divulgada pela assessoria de imprensa do clube Ronaldo pede desculpas à torcida e alega que o gesto foi para um indivíduo que o ofendeu pessoalmente e não só pelo mau futebol apresentado. Ele também assumiu a responsabilidade pela derrota e pediu o incentivo da torcida no clássico do próximo domingo, contra o São Paulo, no Pacaembu. Leia:

“Jamais faria tal gesto para a torcida do Corinthians que me adotou e me apóia desde a minha chegada. Foi dirigido a uma pessoa que me ofendeu moralmente e com questões pessoais no estacionamento do estádio”, explicou o atacante. “Quero aproveitar também para pedir desculpas caso algum corinthiano tenha sentido ofendido e reiterar meu carinho e admiração pela torcida que me tratou tão bem desde a chegada aqui”, concluiu.

Por fim, Ronaldo voltou a assumir a sua parcela de responsabilidade pelo mal resultado desta quarta e pediu apoio para o clássico do domingo. “Entendo as críticas do torcedor nesta hora e aceito todas elas. No final de semana temos um jogo importantíssimo contra o São Paulo, na nossa casa, e hora de nós contarmos com o apoio da arquibancada para seguir na luta no Campeonato Paulista e na Libertadores, onde nossa campanha é muito boa”.


Independente de mal ou bem, fato é que Ronaldo é sempre o centro das atenções. Seja pelo bom ou mau desempenho dentro de campo, pelos problemas fora de campo e principalmente pelo peso.

Já está claro até para a comissão técnica do Corinthians que sua forma física não tem jeito, mas pela sua genialidade a expectativa é sempre diferente quando ele atua. Mas depois do primeiro semestre do ano passado Ronaldo jogou poucas partidas bem e vem rendendo muito abaixo do esperado.

Sua sina de altos e baixos, que o rondou durante toda a carreira, segue no Corinthians.

Domingo tem o clássico contra o São Paulo e com Ronaldo, se ele atuar, tudo pode acontecer, tanto um outro fiasco como uma nova e magistral redenção.

Vitória na marra

Goleiro Marcos lamenta chance perdida

A vitória no sufoco contra o Sertãozinho reflete bem a situação atual do Palmeiras. A torcida já se acostumou à instabilidade da equipe dentro e fora de campo.

A troca de comando, de Muricy Ramalho por Antonio Carlos Zago, ainda não surtiu o efeito esperado como parecia que seria após a vitória no clássico contra o São Paulo. Prova disso foram os protestos da torcida contra o técnico após a partida.

O Palmeiras se acostumou a jogar assim, na marra. Partindo para o desespero, de maneira totalmente desordenada taticamente. Graças ao talento de Cleiton Xavier o time conseguiu virar para 3 a 2, após estar perdendo por 2 a 1, também de virada.

Lenny ariu o placar para o Palmeiras aos 23 min do primeiro tempo. Aos 41, Mendes empatou para o Sertãozinho. No segundo tempo veio o desespero. Logo aos 4 min, em pêntalti inexistente - Marcos nem encostou no atacante adversário - o Sertãozinho virou o jogo com Ricardo Lopes. Assim, o Palmeiras teve que partir para o abafa e chegou à vitória em dois gols de Cleiton Xavier, aos 38 min e aos 48 min.

Se fosse uma vitória dessa forma num clássico, ainda poderíamos dizer que isso traria uma motivação a mais ao time. Mas contra um adversário fraco como o Sertãozinho, é preocupante.

O Palmeiras é um time ainda abalado pela frustrante temporada de 2009 e as recentes declarações do goleiro Marcos, de que vai encerrar a carreira no final do ano, comprovam o cansaço de um dos maiores jogadores da história do clube com essa situação.

E como desgraça pouca é bobagem, domingo a equipe tem pela frente o Santos, o time que melhor joga e mais empolga atualmente no futebol brasileiro. Que me perdoem os palmeirenses, mas a famosa frase de que "clássico não tem favorito" não se encaixa nessa partida.

FICHA TÉCNICA:
PALMEIRAS 3 X 2 SERTÃOZINHO

Estádio: Arena Barueri, em Barueri (SP)
Data/hora: 8/3/2010 - 21h (de Brasília)
Público/Renda: 3.224 pagantes/ R$ 87.531,00
Árbitro: Raphael Claus
Auxiliares: Emerson Augusto de Carvalho e Herman Brumel Vani
Cartões Amarelos: Robert eWilliam (PAL); Rodriguinho, Ricardo Lopes e Rafael Mineiro (SER)
GOLS: Lenny, 23'/1ºT (1-0); Mendes 40'/1ºT (1-1), Ricardo Lopes, 4'/2ºT (1-2); Cleiton Xavier, 38'/2ºT (2-2) e Cleiton Xavier, 48'/2ºT (3-2)

PALMEIRAS: Marcos; Wendel (Ivo, 10'/2ºT), Léo, Danilo e Eduardo; Pierre, Márcio Araújo, Cleiton Xavier e Deyvid Sacconi (Willian, 15'/2ºT); Lenny (Daniel, 25'/2ºT) e Robert. Técnico: Antônio Carlos Zago.

SERTÃOZINHO: Gilberto; Ricardo Lopes, Erivelton, Pablo e Rubens Cardoso (Rafael Mineiro, 42'/2ºT); Magal, Marcus Vinícius, Rodriguinho e Éverton; Mendes (Cascata, 31'/2ºT)e Thiago Silvy (Alex Maranhão, 19'/2ºT). Técnico: Paulo Comelli.


A ousadia do Santos


Robinho e Neymar são os principais símbolos do jeito moleque do Santos


O Santos atualmente não só é o time que mais empolga como é o que melhor joga no Brasil. Além das lindas jogadas dos jovens talentos da Vila e do repatriado Robinho, taticamente o time também tem mostrado um grande diferencial, prova disso foi o empate contra a Portuguesa.

Você pode estar pensando como o time jogou tão bem assim se apenas empatou? Acontece que a Portuguesa fez uma grande partida e soube anular o Santos até o segundo tempo, quando entrou em campo a ousadia, algo cada vez mais raro no futebol. Méritos para o técnico Dorival Junior, que tirou o lateral-volante Roberto Brum para a entrada do meia Marquinhos.

Assim, o Peixe esbanjou criatividade, jogando num típico 4-3-3, como antigamente, com um volante (Arouca), dois meias (Marquinhos e Paulo Henrique Ganso) e três atacantes (Neymar, André e Robinhho) - algo que atualmente só se vê no Barcelona - e no final do jogo a Lusa não aguentou a pressão e sofreu um gol de Zé Eduardo, mais um jogador de frente que entrou no segundo tempo.

A ousadia é a principal marca do Santos. Tanto pela habilidade e criatividade - os jogadores partem para cima driblar sem medo de cara feia - quanto pela postura tática, de modificar o jeito de jogar de acordo com a partida.

Ao contrário de São Paulo e Corinthians, que apostaram em jogadores caros, mas que ainda não surtiram muito efeito para ambos, o Santos preferiu investir pouco em contratações - com exceção de Robinho - e acreditar nos jovens. Está dando certo.

FICHA TÉCNICA:
PORTUGUESA 1 X 1 SANTOS

Estádio: Canindé, São Paulo (SP)
Data/hora: 7/3/2010 - 17h (de Brasília)
Árbitro: Rodrigo Braghetto (SP)
Auxiliares: Rafael Ferreira da Silva (SP) e Leonardo Ferreira Alves (SP)
Cartões amarelos: Athirson, Fábio (POR); Durval (SAN)
GOLS: Héverton, 14'/1ºT (1-0) e Zé Eduardo, 44'/2ºT (1-1)

PORTUGUESA: Fábio, Thiago Gomes, Domingos, Preto Costa; Fabrício, Gláuber, Paulo Sérgio, Marco Antônio (Henrique, 36'/2ºT), Athirson, Héverton (Jean Natal, 40'/2ºT); Luiz Ricardo (Rafael Silva, 47'/2ºT). Técnico: Vágner Benazzi

SANTOS: Felipe, Pará (Madson, 32'/2ºT), Durval, Edu Dracena, Roberto Brum (Marquinhos, 35'/1ºT); Wesley, Arouca, Paulo Henrique; Robinho, André (Zé Eduardo, 28'/2ºT) e Neymar. Técnico: Dorival Júnior