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YouTube censura perguntas sobre Maconha em entrevista com Obama!





















O canal "CitizenTube", um canal de vídeos no YouTube dedicado a estabelecer um contato entre usuários e figuras proeminentes da política americana, realizou uma entrevista com o presidente dos E.U.A., Barack Obama, no primeiro dia deste mês.

Todas as perguntas dirigidas ao presidente foram escritas por usuários do YouTube; as perguntas com o maior número de votos seriam aquelas que realmente "iriam para o ar", entretanto, já que o volume de perguntas era incompatível com o tempo destacado para a entrevista.

A aparente democracia inerente a tal ação realizada pelo site de vídeos do Google se revelou, entretanto, como sendo apenas uma fachada. A razão que torna esta afirmação verdadeira foi a CENSURA realizada pelo YouTube sobre as perguntas mais votadas (ah... ironia, ironia, e mais um pouco de ironia).

As perguntas mais votadas diziam respeito à Maconha e sua legalização nos Estados Unidos; assunto que anda muito em alta por lá devido às indicações de que alguns legisladores estariam dispostos a votar em favor da legalização da droga.

Além da cólera instantânea gerada nos usuários que votaram e viram sua opinião ir direto para o lixo, a ação do YouTube, antes de ser completamente esclarecida, fez com que o presidente Obama ficasse com a responsabilidade da censura, já que se acreditou imediatamente que ele teria estabelecido a condição de não responder a nenhuma pergunta sobre o assunto.

A verdade é que o presidente, que dentro do meio online americano e mundial tem popularidade imbatível, nem chegou a ter a chance de responder (ou não) às perguntas dos usuários que queriam saber a postura de Barack sobre maconha, que afirmou publicamente que já experimentou tanto maconha quanto cocaína.

Vergonha, vergonha, vergonha... (maconha, maconha, maconha?)

China censura exibição do filme "Avatar".















A população chinesa não mais poderá assistir o filme "Avatar" a partir de 23 de Janeiro devido à censores do Estado. A restrição por enquanto se limita somente às exibições 2D do filme, deixando de lado as exibições em 3D. A razão para esta censura (se é que razão e censura podem ser relacionadas) se dá a dois motivos principais:

Em primeiro lugar há o receio de que o filme prejudique a produção cinematográfica chinesa; uma vez que o filme já é campeão absoluto de bilheteria no país - e, dentro de pouco tempo quando da escrita deste post, também será o recordista mundial, superando os filmes "Batman: o cavaleiro das trevas", que faturou 533.33 milhões de dólares; e "Titanic", que faturou 600 milhões de dólares.

O segundo ponto é ainda mais sério, e traz consigo a marca do autoritarismo chinês: o governo teme que muitos cidadãos façam a relação entre a expulsão do povo Na'vi de suas terras no filme, com os numerosos, e comumente brutais, despejos sofridos por chineses que estão no caminho de compradores de propriedades; o que pode fazer com que os cidadãos pensem mais em tais remoções forçadas.

Como seria de se esperar, a popularidade do filme no país após este anúncio cresceu avassaladoramente, uma vez que ninguém quer ficar sem ver um dos filmes mais revolucionários das das últimas décadas.

Eu não sei vocês, mas eu tenho saudade da época que o mundo só tinha que ter medo dos Estados Unidos...

Google rebate e invade computador tailandês com informações sobre ataque.
















Alguns dias após a divulgação do pronunciamento, no qual o Google divulgou que sofreu ataques especializados e sofisticados que tinham como objetivo invadir contas de ativistas pelos direitos humanos na China, o gigante da Internet deu o seu troco.

A ação foi descrita como uma "contra-ofensiva secreta", que tinha como objetivo invadir um computador na Tailândia suspeito de ser o centro dos ataques do dia 12. A invasão resultou na obtenção de informações que insinuam fortemente que a operação de ataque foi orquestrada pelo governo Chinês, mas toda a evidência ainda não é conclusiva em provar a suspeita.

A operação secreta provou, entretanto, outra suspeita: a de que outras empresas de grande porte foram vítimas do mesmo ataque, entre elas a Adobe Systems, empresa responsável por programas como Photoshop e Illustrator (softwares de edição de imagens mais populares do mundo).

Muito dificilmente o Google conseguirá atribuir o ataque ao governo Chinês com 100% de certeza, uma vez que este jamais assumirá a culpa, juntamente com os problemas e tecnicalidades que envolvem atribuições de ataques online; mas não há dúvida que aquilo que já se sabe será suficiente para que esta história continue se desenvolvendo por um bom tempo.

Mais uma lição para você, leitor do Atuali-zc: não mexa com o google, ou o google mexerá com você!

China responde à ameaças do Google. Diz que Internet no país é "aberta".















A porta-voz do ministério do interior chinês, Jiang Yu, respondeu hoje às ameaças de encerramento das atividades do Google na china (Google.cn). As ameaças ocorreram após os ataques ao Google que buscavam invadir contas de e-mail de ativistas pelos direitos humanos na China (leia o pronunciamento do Google em português).

Jiang Yu insistiu que a Internet na China é aberta, e que o governo do país encoraja o desenvolvimento da Internet. A porta-voz, em resposta a jornalista, afirmou que, assim como todos os outros países, a China administra a Internet segundo suas leis, e que o país condena qualquer forma de hackeamento (invasão virtual com objetivo malicioso), como foram os ataques ao gigante da Internet atribuídos a forças oficiais chinesas.

O pronunciamento re-afirmou que serão permitidos os sites que permanecerem no âmbito da lei chinesa; mesma lei que forçava o Google.cn a omitir resultados, como, por exemplo, os resultados obtidos por uma busca de imagens sobre "Tiananmen" (praça da paz celestial), que antes da derrubada da censura mostrava apenas imagens positivas e turísticas, mas que agora mostram imagens do massacre ocorrido no local.

O Google representa em torno de 30% do mercado de buscadores na China, sendo que o líder no país é o site Baidu.cn; a significância, portanto, do encerramento das atividades da empresa ocidental no país seriam, embora consideráveis, muito menores do que poderia se esperar da maioria dos países ocidentais.

Ataque ao Google reanima debate chinês




















O gigante da Internet Google divulgou em seu blog nesta terça-feira, dia 12, que sua estrutura corporativa sofreu um ataque virtual. Este ataque não teria qualquer importância (uma vez que a empresa recebe ataques bastante frequentemente) se não fossem características muito particulares em sua execução. No post de David Drummond, Vice-presidente sênior de Desenvolvimento Corporativo e diretor jurídico do Google, o ataque é descrito como "altamente sofisticado e específico".

Alguns dos alvos principais dos ataques eram contas do Gmail (serviço de e-mail oferecido pelo Google) de ativistas políticos chineses e defensores dos direitos humanos no país. Este ataque marca o fim da conivência do Google com a censura à liberdade de expressão na China, ou seja, o domínio chinês do site (Google.cn) não mais censurará resultados como fazia desde 2006.

O Atuali-zc realizou uma tradução do pronunciamento :

"Uma nova postura em relação à China

Como muitas outras organizações bastante conhecidas, nós encaramos ataques cibernéticos de graus diferentes regularmente. Na metade de dezembro, nós detectamos um ataque altamente sofisticado e específico em nossa estrutura corporativa originado da China, que resultou no roubo de propriedade intelectual do Google. Entretanto, rapidamente ficou claro que o que primeiramente parecia ser apenas um incidente de segurança - apesar de ser significativo - era algo bem diferente.

Antes de tudo, este ataque não foi somente ao Google. Em parte de nossa investigação, descobrimos que pelo menos outras vinte grandes companhias de uma grande gama de negócios - incluindo setores como o de Internet, finanças, tecnologia, mídia e de química - foram similarmente marcados. Nós estamos no processo de notificar estas companhias, e estamos também trabalhando com as autoridades americanas relevantes.

Em segundo lugar, temos evidência que sugere que um objetivo primário dos realizadores do ataque era acessar contas do Gmail de ativistas chineses de direitos humanos. Baseando-nos em nossa investigação até o momento, acreditamos que o ataque não alcançou este objetivo. Apenas duas contas do Gmail parecem ter sido acessadas, e esta atividade se limitou a informações sobre as contas (tais como a data que a conta foi criada) e assuntos dos e-mails, em vez do conteúdo dos e-mails em si.

Em terceiro lugar, em parte desta investigação, mas independentemente do ataque ao Google, descobrimos que as contas de dezenas de usuários dos E.U.A., China e Europa que são defensores dos direitos humanos na China parecem ter sido rotineiramente acessadas por terceiros. Essas contas não foram acessadas por nenhuma brecha de segurança do Google, mas mais possivelmente através de phishing (ato de requisitar informações pela Internet através de falsas pretensões) ou malware (programa malicioso instalado no computador de um usuário, na maioria dos casos sem o conhecimento do mesmo).

Nós já usamos informações conseguidas a partir desse ataque pra criar avanços de infraestrutura e arquitetura que melhoram a segurança para o Google e para nossos usuários. Em termos de usuários individuais, aconselhamos as pessoas à usar programas de anti-vírus e anti-spyware de reputação em seus computadores, à instalar patches (correções de programas de computador baixadas da Internet) para seus sistemas operacionais e à atualizar seus navegadores. (...) (aqui seguem algumas outras recomendações de segurança e os seguintes links sobre este mesmo assunto) (...).

http://googleblog.blogspot.com/2009/11/next-steps-in-cyber-security-awareness.html

http://www.uscc.gov/researchpapers/2009/NorthropGrumman_PRC_Cyber_Paper_FINAL_Approved%20Report_16Oct2009.pdf

http://www.nartv.org/

http://www.scribd.com/doc/13731776/Tracking-GhostNet-Investigating-a-Cyber-Espionage-Network

Nós tomamos uma decisão incomum ao compartilhar a informação sobre estes ataques com uma ampla audiência não somente por causa das implicações de segurança e de direitos humanos daquilo que desenterramos, mas também porque essa informação chega ao coração de um debate global muito maior sobre liberdade de expressão. nas duas últimas décadas, os programas chineses de reforma econômica e a aptidão empreendedora de seus cidadãos ergueram centenas de milhões de chineses para fora da pobreza. De fato, essa grande nação está no coração de grande parte do progresso e desenvolvimento econômicos no mundo hoje.

Nós lançamos o Google.cn (Google chinês) em janeiro de 2006 na crença de que os benefícios da ampliação do acesso à informação ao povo da China e uma Internet mais aberta compensavam nosso desconforto em concordar com a censura de alguns resultados. Na época deixamos claro que "nós iremos monitorar cuidadosamente as condição na China, incluindo novas leis e outras restrições em nossos serviços. Se determinarmos que somos incapazes de alcançar os objetivos destacados, não iremos hesitar em reconsiderar nossa postura em relação à China".

Esses ataques e a supervisão que eles descobriram - combinados com as tentativas de limitar ainda mais a liberdade de expressão na Web durante o ano passado - nos levaram a concluir que devemos rever a possibilidade de realização de nosso negócio na China. Decidimos que não mais queremos continuar a censurar nossos resultados no site Google.cn, e portanto durante as próximas semanas estaremos discutindo com o governo chinês sobre a base sobre a qual poderemos operar um mecanismo de busca não-filtrado dentro da lei, isso se pudermos. Reconhecemos que isso bem pode significar o encerramento do Google.cn, e potencialmente nossos escritórios na China.

A decisão de rever nossas operações de negócio na China foi incrivelmente difícil, e sabemos que ela terá consequências com potencial de longo-alcance. Queremos deixar claro que essa ação foi motivada por nossos executivos nos Estados Unidos, sem o conhecimento ou envolvimento de nossos empregados na China, que trabalharam de maneira incrivelmente dura para tornar o Google.cn no sucesso que é hoje. Estamos comprometidos em trabalhar responsavelmente para resolver as questões muito difíceis levantadas por nossa decisão.

Postado por David Drummond, Vice-presidente sênior de Desenvolvimento Corporativo e diretor jurídico."

(pronunciamento original em inglês)


A secretaria de Estado americana, Hillary Clinton, redigiu um breve texto no site do departamento de Estado americano em resposta ao assunto.

"Fomos informados pelo Google sobre estas alegações, que levantam questões e preocupações muito sérias. Nós esperamos do governo chinês uma explicação. A habilidade de operar com confidência no espaço cibernético é crítica em uma sociedade e economia modernas. Eu estarei realizando um pronunciamento na próxima semana sobre a centralidade da liberdade na Internet no século 21, e teremos comentários adicionais sobre esse assunto conforme os fatos se esclareçam".

(Texto original em inglês)

Agora cabe esperar os desdobramentos destes pronunciamentos que, sem dúvida, não serão pequenos, uma vez que o debate envolve o maior gigante da Internet, e a maior potência econômica mundial em ascensão. Continue acompanhando o Atuali-zc para mais informações.