
Torcedores de São Paulo e Internacional e todos os que apreciam o futebol aguardarão com muita expectativa o período de 40 dias de recesso para a Copa do Mundo até que sejam abertas as portas do espetáculo dividido em dois jogos que decidirão o finalista da Libertadores.
As equipes passaram nas quartas-de-final pelos dois últimos finalistas. O São Paulo bateu o Cruzeiro com duas vitórias espetaculares por 2 a 0 e o Internacional venceu o atual campeão Estudiantes, com uma vitória e uma derrota: 1 a 0 no Beira-Rio e 1 a 2, na Argentina, com um gol de marcado no último minuto que deu a classificação ao Colorado, uma vitória na alma, com a cara da Libertadores.
Bem que poderiam esses jogos ser válidos pela final, repetindo o fantástico duelo de 2006, que naquele ano representou a supremacia do futebol brasileiro na América do Sul.
O Inter levou a melhor num confronto de gigantes que foi sem dúvida uma das maiores decisões da história do torneio de futebol mais importante das Américas. O torcedor colorado pôde comemorar o título pela primeira vez. Vibrou como nunca, em total estado de êxtase no Beira-Rio. O torcedor tricolor ansiava pelo bi-campeonato (em 2005, em outra final brasileira, o São Paulo havia batido o Atlético-PR) e pelo quarto título da história do clube, mas pôde sair de cabeça erguida daquela derrota, pois o São Paulo esteve vivo na disputa pelo título até o úlitmo minuto de jogo.
O São Paulo terá a chance de se vingar, como fez com o Cruzeiro, que o eliminou no ano passado. Dessa vez o mando de jogo se inverte em relação a 2006 e o segundo jogo será no Morumbi.
Nessa batalha de gigantes, as referências do São Paulo estão de um extremo ao outro da equipe, com Fernandão no ataque - coincidentemente um dos maiores ídolos da história colorada, capitão da Libertadores e do Mundial de 2006, mas que agora defende as cores tricolores e foi o principal personagem do time paulista na classificação para a semifinal - e o eterno capitão Rogério Ceni no gol, aliados a um time de muita raça e criatividade. Os argentinos Abbondanzieri, Guiñazu e D'Alessandro são o coração de um time que não aceita a derrota e luta até o final.
OBS: Que quem sair vencedor não se sinta o campeão e fique de olhos muito bem abertos com Universidad de Chile, que eliminou o Flamengo, ou Chivas-MEX, pois ambos chegaram de maneira surpreendente até as semifinais e numa final também podem repetir a dose.

Hernanes vibra em seu gol que inaugurou o placar na vitória por 2 a 0 contra o Cruzeiro. Dagoberto foi o autor do segundo gol.
Mais do que um aprimoramento em sua estrutura tática e uma melhora na qualidade técnica com a chegada de Fernandão, o que mais chama a atenção no São Paulo é a mudança de atitude.
Um time que há poucos dias jogava com monotonia e era merecedor de críticas, agora é digno de muitos elogios pelo que vem aprensentando na Libertadores, especificamente nos dois úlimos jogos, em que bateu a forte equipe do Cruzeiro nas quartas-de-final com muita competência e principalmente muita raça.
O espírito da Libertadores reacendeu no Morumbi e o tricolor, classificado para a semifinal, certamente é um dos favoritos para a conquista do título.

Torcida do Corinthians incentivando a equipe no início do jogo. Mais de 35 mil pessoas foram ao Pacaembu
Acabou mais uma vez. O Corinthians não conseguiu seu grande objetivo de conquistar a Libertadores no ano de seu centenário. O título é mais do que cobiçado pela massa cortintiana e a expectativa por uma conquista desta vez era muito grande. O elenco foi reforçado com jogadores de peso. O time fez a melhor campanha da primeira fase. Quis o destino que o Flamengo, que chegou às oitavas-de-final cambaleante, fosse colocado em seu caminho. O clássico das duas maiores torcidas do Brasil era um teste que diria ao Timão se ele estaria ou não preparado para, enfim, tornar seu sonho realidade. Mas como disse o técnico Mano Menezes: "temos que aprender mais". E o Flamengo saiu vitorioso, com uma derrota por 2 a 1.
Isso mesmo. Como o regulamento da competição determina que o gol fora de casa tem mais peso, a derrota por 2 a 1 deu ao Flamengo a classificação, pois na primeira partida, no Maracanã, a equipe rubro-negra venceu por 1 a 0. A única vantagem do Corinthians, portanto, foi poder decidir a vaga em casa. Não adiantou ser o melhor time da primeira fase. O péssimo desempenho do Flamego na primeira fase em nada afetou o time do "Império do Amor". Mas todos os times que entram na Libertadores devem saber que não há vantagem nos mata-matas.
O Flamengo venceu a primeira em casa e entrou tranquilo na partida, jogando a pressão para o Corinthians. Tão tranquilo que apenas assistiu à partida no primeiro tempo e viu os donos da casa fazerem 2 a 0, com Danilo e Ronaldo. Mas logo no início da segunta etapa os rubro-negros jogaram o desespero para o lado corintiano mais uma vez com o gol de Vagner Love.
Assim, o Corinthians não conseguiu o gol que lhe daria a classificação. A torcida foi da alegria no primeiro tempo à apreensão, incentivando o time com menos intensidade. O Corinthians tentou até o último minuto, mas não deu de novo. Bruno defendeu um chute de Chicão nos minutos finais e como a torcida alvinegra queria ter ido ao delírio naquele momento...
O apito final decretou mais um fracasso corintiano na competição sul-americana de maior prestítgio e a apreensão deu lugar à tristeza. Mas a fiel reconheceu o empenho do time e aplaudiu os jogadores. O sonho foi mais uma vez adiado, mas não acabou.
O problema foi que um mal maior do que qualquer derrota aconteceu: a tristeza deu lugar à revolta a alguns elementos. Temia-se a violência em caso de derrota corintiana, mas não teve jeito e, como sempre, alguns bandidos fantasiados de torcedores entraram em conflito entre si e contra a polícia nas imediações do estádio. Famílias que saíam do estádio entraram em desespero. Crianças choravam. Cenas das mais absurdas barbáries. Para variar, os elementos presos foram soltos horas depois.
Até que um próximo confronto dentro de campo vire outro confronto fora dele... e assim caminha o futebol brasileiro, sede da Copa de 2014.
Elias chora derrota de sua equipe. Vagner Love o consola.
Tumulto nas imediações do Pacaembu

Rogério Ceni, herói mais uma vez, espera que Fernandão reforce o elenco tricolor para a sequência da Libertadores.
Um 0 a 0 que teimava em atormentar o São Paulo e causar à torcida o mesmo pesadelo de 2004, quando a equipe do Morumbi foi eliminada da Libertadores pelo Once Caldas-COL, que jogava da mesma forma do adversário de ontem, numa retranca intranspovível. Com 11 atrás, o Universitario-PER, ciente de suas limitações técnicas, tinha o objetivo de levar o jogo para os pênaltis e seguir com a mesma estratégia que rendeu o título do maior torneio continental à equipe colombiana seis anos atrás. Quis o destino que desta vez fosse diferente.
O time peruano cumpriu boa parte do que pretendia, até Rogério Ceni voltar a ser Rogério Ceni. O maior ídolo da história tricolor não vinha em boa fase. Nesta temporada tem falhado em algumas partidas e sido alvo de críticas da imprensa e da torcida - claro que, pela sua história, com muito mais respeito que o restante da equipe e principalmente o técnico Ricardo Gomes.
Nas penalidades o Universitario abriu a série e marcou. A primeira penalidade do São Paulo foi cobrada por Rogério Ceni. E ele perdeu. O desespero acometeu os mais de 40 mil são-paulinos presentes no estádio e em qualquer lugar do Brasil. O grande ídolo da torcida, líder do elenco e praticamente dono do time perder o pênalti... Parecia que o mundo ia por água abaixo.
Mas de Rogério Ceni não se duvida e mais uma vez brilhou sua estrela de vitória e superação. Logo após desperdiçar sua cobrança o camisa 1 tricolor pegou dois pênaltis e viu um chute ir para fora. Do inferno ao céu em poucos minutos, Rogério Ceni levou o São Paulo a mais uma classificação.
Agora o time aguarda por Fernandão, mais um jogador de muita experiência, para contribuir com Ceni na liderança do elenco, com o objetivo de tornar o time melhor para a disputa das quartas-de-final, já na próxima semana, contra Cruzeiro - algoz do São Paulo na última edição - ou Nacional-URU.
De qualquer forma, independente do adversário, é preciso jogar muito mais bola para continuar sonhando com o tetra da Libertadores. A equipe precisa melhorar. E logo. Por isso a chegada de Fernandão para comandar o ataque é considerada imprenscindível pela diretoria e por Rogério Ceni.
São Paulo faz proposta hoje ao Goiás para trazer Fernandão ao Morumbi

Ronaldo, visivelmente gordo, cumprimenta Roberto Carlos no Pacaembu
Que Ronaldo está gordo não é novidade nenhuma há muito tempo. Desde que ele chegou ao Corinthians, nunca esteve no peso ideal. No entanto, no ano passado o Fenômento conseguia contornar a situação com sua genialidade. O problema é que atualmente Ronaldo está ainda mais gordo e já não consegue mais conviver com esse problema dentro de campo.
A Folha de S. Paulo mostra hoje um ranking com a média de gols dos atacantes dos principais times do Brasil. Entre os grandes, Ronaldo está em último, com apenas cinco gols em 14 jogos. Adriano, seu adversário nas oitavas-de-final da Libertadores pelo Flamengo, está em primeiro, e mesmo acima do peso e com problemas pessoais tem feito a diferença que Ronaldo não faz.
Confira a lista completa:
CENTROAVANTE DOS GRANDES EM 2010
Jogador - Clube - Média
Adriano - Flamengo - 0,93
Fred - Fluminense - 0,93
Kléber - Cruzeiro - 0,92
Borges - Grêmio - 0,85
Diego Tardelli - Atlético-MG - 0,72
Loco Abreu - Botafogo - 0,72
André - Santos - 0,69
Alecsandro - Internacional - 0,57
Washington - São Paulo - 0,57
Robert - Palmeiras - 0,54
Dodô - Vasco - 0,50
Ronaldo - Corinthians - 0,33
Que Ronaldo é um gênio do futebol é incontestável e pode ser que num lance ele consiga decidir o jogo. No entanto, se depender de atual estado do ídolo para vencer a Libertadores a torcida do Corinthians estará "À espera de um milagre". Mas milagres às vezes acontecem e um sucesso de Ronaldo contra o Flamengo seria mais uma das voltas por cima da carreira do Fenômeno.

A torcida do Flamengo deverá lotar o Maracanã
A quarta-feira reserva grandes jogos de futebol. É um dos principais dias do ano para muitos clubes no Brasil e no mundo. A começar pelo duelo entre Barcelona e Internazionale, na Catalunha, o principal da competição europeia na temporada, que decidirá uma vaga na final diante do Bayern de Munique. Entre os times brasileiros os jogos mais interessantes envolvem São Paulo e Internacional, que jogam no Peru e na Argentina, respectivamente, e o tão aguardado confronto entre Flamengo e Corinthians, no Marcanã. Todos pela Libertadores. Ainda tem Atlético-MG x Santos, no Mineirão, pela Copa do Brasil. Será um dia de tirar o fôlego.
BARCELONA X INTERNAZIONALE (15h45)
Como já dissemos ontem, a Inter mostrou que é possível vencer o Barcelona e vai ao Camp Nou trazendo de casa uma vitória por 3 a 1. O Barça terá que se superar para reverter a vantagem do time italiano. A torcida quer que o time encare o jogo como uma guerra. Alguns jogadores entraram na onda, como o zagueiro Piquét. A arbitragem terá que ser excepcional, pois as chances de os ânimos se esquentarem dentro de campo são grandes.
Mas, acima de qualquer motivação, o Barcelona tem que ser no mínimo inteligente o suficente para colocar em campo sua capacidade, que já demonstrou ter. O time catalão dependerá da inspiração de Messi, pois o sistema defensivo da Inter está muito fote, o que já foi mostrado no primeiro jogo. Será preciso, portanto, uma atuação genial para quebrar o sólido esquema tático do time de José Mourinho e genialidade é o que se espera de Messi.
UNIVERSITARIO-PER X SÃO PAULO (19h30)
Depois de viver um momento de instabilidade dentro e fora de campo, com o time jogando mal e críticas públicas de Washington ao técnico Ricardo Gomes, o São Paulo conseguiu na semana passada a classificação em primeiro lugar, decidida no Morumbi, numa partida difícil contra o Once Caldas-COL, que ficou em segundo.
Enquanto o Corinthians, que teve a melhor campanha, vai enfrentar o Flamengo, o São Paulo, com a segunda melhor campanha, certamente terá um adversário muito mais fácil, o que é importante para que o time possa engrenar de vez na temporada.
No entanto, o futebol às vezes é traiçoeiro e quando um jogo é visto como fácil, a equipe inferior pode surpreender. Na Libertadores cada jogo deve ser disputado como se fosse uma final e como se o adversário fosse o melhor time do mundo. É o que o São Paulo deve fazer. O Tricolor deve vencer as duas, mas um empate hoje não seria mau resultado.
BANFIELD X INTERNACIONAL (21h50)
Atual campeão argentino, o Banfield será um adversário muito duro para o Internacional. O estádio do time de Lomas de Zamora é acanhado e a torcida fica muito próxima, numa pressão infernal. O Inter, que vem de derrota no clássico para o Grêmio em casa, deve entrar mordido, segundo o argentino Guiñazu, que declarou: "tem que doer" (a derrota para o Grêmio). Assim como o Guiñazu, os argentinos Pato Abondanzieri e D'Alessandro sabem da pedreira que terão pela frente. Um empate seria um grande resultado para o Colorado.
FLAMENGO X CORINTHIANS (21h50)
Se já é exagero limitar um jogo de futebol, esporte coletivo, a um personagem de cada lado, no atual momento é ainda mais. A expectativa é grande para o duelo entre Ronaldo, pelo Corinthians e Adriano, pelo Flamengo, mas ambos vivem má fase física e técnica.
O Corinthians teve a melhor campanha da primeira fase e embora não tenha feito nenhuma grande apresentação nesta temporada, assim como os outros brasileiros, tem mais time que o Flamengo, que classificou-se com a pior campanha, tendo que torcer desesperadamente por outros resultados. Sem contar que Andrade foi demitido do comando técnico do time, que será treinado pelo interino Rogério Lourenço
No entanto, não se pode desprezar a força do Flamengo e o Corinthians, que tanto sonha com o título da Libertadores, terá um grande teste que mostrará se tem ou não condições de levantar a mais cobiçada taça do futebol sul-americano.
ATLÉTICO-MG X SANTOS (21h50)
Será o primeiro grande teste para os Meninos da Vila. Apesar de já terem enfrentado o São Paulo com 35 mil pessoas no Morumbi, a pressão será muito maior, pois serão 60 mil pessoas torcendo para o Galo, que agora é comandado por Vanderlei Luxemburgo.
O mesmo que deixou Neymar no banco no ano passado e que não ajudou o time a melhorar no Campeonato Brasileiro, mas que, apesar dos maus resultados em seus últimos trabalhos, tem histórico e conhecimento respeitáveis e certamente vai armar um time para impor dificuldades ao Santos.
Neymar não poderá jogar e não mostrará ao ex-comandante sua capacidade. Mesmo assim, o Santos terá um grande time. O Atlético entra como coadjuvante na disputa, mas no jogo de hoje, em casa, sem dúvida irá para cima para tentar quebrar o protagonismo santista.

Definidas as oitavas-de-final da Libertadores e logo de cara um grande clássico: Corinthians x Flamengo. O jogo das duas maiores torcidas do Brasil. Além de Corinthians e Flamengo, os outros brasileiros da competição sulamericana também passaram à próxima fase. O Cruzeiro enfrentará o Nacional-URU, o Internacional o Banfield-ARG e o São Paulo o Universitario-PER.
Se já é exagero limitar um jogo de futebol, esporte coletivo, a um personagem de cada lado, no atual momento é ainda mais. A expectativa é grande para o duelo entre Ronaldo, pelo Corinthians e Adriano, pelo Flamengo, mas ambos vivem má fase.
O Corinthians teve a melhor campanha da primeira fase e embora não tenha feito nenhuma grande apresentação nesta temporada, assim como os outros brasileiros, tem mais time que o Flamengo, que classificou-se com a pior campanha, tendo que torcer desesperadamente por outros resultados. Sem contar que Andrade deverá ser demitido do comando técnico do time.
No entanto, não se pode desprezar a força do Flamengo e o Corinthians, que sonha com o título da Libertadores, terá um grande teste que mostrará se tem ou não condições de levantar a tão cobiçada taça.
CHAVE SUPERIOR
O primeiro duelo está marcado para as 21h50 da próxima quarta-feira, no Maracanã. A volta será no Pacaembu, e como time de melhor campanha o Corinthians tem a vantagem de decidir em casa todos os confrontos a partir de agora.
Pela chave, quem vencer o duelo dos times mais populares do Brasil não enfrenta mais nenhum compatriota até a decisão.
Porém, a chave da Libertadores passa a ser literalmente inútil devido ao seguinte item do regulamento: "Caso 3 ou mais equipes do mesmo país se classifiquem para as quartas de final, deverão eliminar-se entre si, e os confrontos serão entre a equipe de melhor ranking (de acordo com a primeira fase) contra a de pior".
Isso significa que, se São Paulo, Cruzeiro e Inter passarem para as quartas, os brasileiros passam a disputar uma espécie de quadrangular para que seja determinado um finalista da competição.
No caso de classificação do Corinthians, o time enfrentaria o Cruzeiro nas quartas, com o São Paulo pegando o Inter. Caso o Flamengo passe, enfrenta o São Paulo, determinando o duelo entre Inter e Cruzeiro.
Se os brasileiros fracassarem na chave de baixo, aí nas quartas o rival de Corinthians ou Flamengo sai do duelo entre Alianza Lima, do Peru, e Universidad de Chile. O Alianza Lima foi o melhor segundo colocado da primeira fase, somando 12 pontos e goleando, no caminho, o poderoso Estudiantes por 4 a 1. O Alianza só perdeu a primeira posição do grupo para os argentinos devido a uma derrota de 1 a 0 na última rodada, em La Plata.
CHAVE INFERIOR
Pela chave, São Paulo e Cruzeiro podem se enfrentar nas quartas de final pelo segundo ano seguido, garantindo um brasileiro nas semis - isso se o Inter não passar pelo Banfield. O São Paulo tem, entre todos os times do país, o rival mais fácil nas oitavas. Na quarta-feira que vem, vai ao Peru enfrentar o fraco time do Universitario, definindo depois a vaga no Morumbi.
Já o Cruzeiro tem pela frente o Nacional do Uruguai, semifinalista da última Libertadores após ter eliminado o Palmeiras no caminho. O primeiro jogo será quinta-feira, no Mineirão, e a definição da vaga fica para Montevidéu.
No ano passado, nas quartas, o Cruzeiro ganhou do São Paulo duas vezes (2 a 1 e 2 a 0), passando também pelo Grêmio nas semis e parando no Estudiantes na decisão.
Para chegar às semifinais da Libertadores, o Internacional, ainda invicto na competição, poderá ter dois argentinos pelo caminho. Primeiro, nas oitavas, joga contra o Banfield, campeão do Apertura 2009. O duelo de ida será quarta, na Argentina, com a volta no Beira-Rio. Se passar, o Inter deverá enfrentar nas quartas de final o Estudiantes, que antes pega o San Luís, do México.
Em 2008, o Internacional foi campeão da Copa Sul-Americana derrotando justamente o Estudiantes na decisão. Este duelo só ocorrerá, no entanto, caso nem São Paulo nem Cruzeiro consigam passar das oitavas de final.
As quartas de final da Libertadores serão disputadas no meio de maio. As semifinais, no entanto, só depois da Copa: nos dias 28 de julho e 4 de agosto.
O regulamento esdrúxulo da competição mostra mais uma vez que a desorganização Conmebol. Os times devem se enfrentar de acordo com o chaveamento independente de restarem ou não muitas equipes do mesmo país.

Vagner Love comemora o primeiro gol do Flamengo com Pet, Vinícius Pacheco e Juan
Sem Adriano, recuperando a forma física depois de se afastar do time por problemas pessoais, o Flamengo venceu ontem o Caracas na Venezuela por 3 a 1. O grande destaque da partida, dificil para o rubro-negro, foi mais uma vez o companheiro de Adriano no ataque, Vagner Love.
Depois de passar um período de infelicidade no Palmeiras no ano passado, quando chegou a inclusive ser agredido por integrantes de uma torcida organizada devido à queda do clube no Brasileirão, Vagner Love reencontrou no Flamengo a alegria de jogar.
Destacando-se mais também do que Petkovic, outro medalhão do time que esteve afastado, mas por problemas com a diretoria, o atacante não só foi autor de dois gols, como mostrou muita vontade, ajudando na marcação.
FICHA TÉCNICA:
CARACAS (VEN) 1 X 3 FLAMENGO
Estádio: Olímpico, Caracas (VEN)
Data/hora: 10/3/2010 - 22h10
Árbitro: Wilmar Roldán (COL)
Auxiliares: Eduardo Díaz e Rafael Díaz (COL)
Renda/Público: Não disponíveis
Cartões Amarelos: Valoyes, Romero, Castellín (CAR), Toró, Bruno (FLA)
Cartões Vermelhos: Toró, 8'/2ºT (FLA)
GOLS : Vagner Love, 35'/2ºT (0-1); Castellín, 19'/2ºT (1-1); Vagner Love, 29/2ºT (1-2); Rodrigo Alvim, 47/2ºT (3-1)
CARACAS: Vega, Romero (Prieto, 10'/2ºT), Bustamante, Alejandro Cichero, Gabriel Cichero; Lucena, Jiménez, Gómez (Gonzales, 34'/2ºT), Guerra; Castellín (Aristeguieta, 32'/2ºT) e Valoyes. Técnico: Noel Sanvicente.
FLAMENGO: Bruno, Léo Moura, Álvaro, Fabrício e Juan; Toró, Fernando (Rodrigo Alvim, 9'/2ºT), Kleberson e Petkovic (Ronaldo Angelim, 14'/2ºT); Vinícius Pacheco (Fierro, 36'/2ºT) e Vagner Love. Técnico: Andrade.

Dentinho foi o grande destaque do Corinthians pelo belo gol
Ficou de bom tamanho para o Corinthians o empate ontem contra o Independiente de Medellin, em Bogotá, na Colômbia, pela Libertadores. A equipe brasileira jogou defensivamente enquanto o time da casa buscou a vitória.
Dentinho, que vem sendo o talismã do Corinthians nos últimos jogos, teve que salvar mais uma vez o time, marcando um golaço aos 39 min do segundo tempo.
Já Ronaldo, de quem se esperava muito mais, deixou a desejar mais uma vez, visivelmente acima do peso. Chamou a atenção novamente mais pela silhueta e pela badalação do que pelo futebol.
FICHA TÉCNICA:
INDEPENDIENTE MEDELLÍN 1 X 1 CORINTHIANS
Estádio: El Campín, Bogotá (COL)
Data/hora: 10/3/2010 - 21h50 (Horário de Brasília)
Árbitro: Sergio Pezzota (ARG)
Auxiliares: Ariel Bustos (ARG) e Alejo Castany (ARG)
Cartões Amarelos: Jucilei, Marcelo Mattos, Souza (COR); Ortíz (IND)
GOLS: Valoyes, 30'/2ºT (1-0); Dentinho, 39'/2ºT (1-1)
INDEPENDIENTE: Bobadilla; Valencia, Jiménez, Anselmo, Calle; Ortiz, Restrepo, Arias, Nelson Barahona (Valoyes, 23'/2ºT), Pardo (Rivas, 41'/2ºT) e Giménez (Moreno, 11'/2ºT). Técnico: Leonel Alvarez.
CORINTHIANS: Felipe, Marcelo Mattos (Morais, 39'/2ºT), Chicão, William e Roberto Carlos; Jucilei, Ralf, Elias e Danilo (Dentinho, 16'/2ºT); Jorge Henrique e Ronaldo (Souza, 29'/2ºT). Técnico: Mano Menezes

Ricardo Gomes não poderá estar hoje no comando do São Paulo
O São Paulo terá hoje a partida mais difícil até aqui nesta temporada. O time do técnico Ricardo Gomes, afastado por conta de um pequeno acidente vascular cerebral (AVC), reencontrará pela segunda rodada da Libertadores, o Once Caldas-COL, seu algoz da semifinal de 2004, na mesma cidade de Manizales.
Apesar de ser um dos favoritos ao título, para esta partida, o favoritismo passa de lado, e não será nada surpreendente uma derrota do tricolor. Além dos desfalques do zagueiro Renato Silva e do atacante Dagoberto, e principalmente de Ricardo Gomes, o Once Caldas nunca perdeu em casa pela competição sul-americana. Em 17 partidas, foram 11 vitórias e seis empates.
FICHA TÉCNICA:
ONCE CALDAS-COL X SÃO PAULO
Local: Estádio Palogrande, em Manizales (Colômbia)
Data: 25 de fevereiro de 2010, quinta-feira
Horário: 21h10 (de Brasília)
Árbitro: Pablo Pozo (CHI)
Assistentes: Patrício Basualto e Francisco Mondria, ambos chilenos
ONCE CALDAS: Luis Martínez; Iván Vélez, Oswaldo Vizcarrondo, Alexis Enríquez e Luis Núñez; Diego Arias, Jaime Castrillón, Dayron Pérez e Fernando Cárdenas; Dayro Moreno e Dany Santoya
Técnico: Juan Carlos Osorio
SÃO PAULO: Rogério Ceni; Cicinho, Alex Silva, Miranda e Jorge Wagner; Jean, Richarlyson, Hernanes e Cléber Santana; Marcelinho Paraíba e Washington
Técnico: Milton Cruz
10:27

No Flamengo, mesmo com Adriano e Vagner Love em campo, quem roubou a cena foi o lateral-direito Leo Moura, que marcou um gol de falta e deu uma assistência magistral para Adriano marcar o segundo gol. Pelo Corinthians quem se destacou foi o volante Elias, com dois gols, deixando Roberto Carlos e Ronaldo como coadjuvantes, apesar de que o Fenômeno fez jogadas que relembraram os velhos tempos. Só que como atacante vive de gols, isso não foi o suficiente para coroar a atuação do camisa 9.
A rodada de ontem mostrou que os personagens principais precisam de coadjuvantes, e que às vezes os coadjuvantes acabam se invertendo numa partida de futebol. Assim como para o sucesso de uma peça de teatro é necessário um bom elenco e não apenas os atores principais, no futebol não é diferente, e os principais jogadores precisam de bons companheiros, pois nem sempre estão inspirados para fazer a diferença.
Flamengo e Corinthians se diferenciam dos outros times brasileiros na Libertadores. Enquanto São Paulo, Internacional e Cruzeiro vêm de triunfos mais recentes na competição, com elencos sem estrelas, mas com jogadores de qualidade em cada posição, os dois times mais populares do País sofrem de uma pressão maior. O Flamengo não vence a competição sul-americana de maior prestígio desde 1981, quando conquistou seu único título e quer aproiveitar o embalo do título brasileiro para ter novamente um sucesso continental. O Corinthians, nunca passou das semifinais, e no ano de seu centenário, quer de qualquer maneira o único troféu que falta em sua galeria, ainda mais porque seus principais rivais já conquistaram a Libertadores.
Se sempre quando tiverem dificuldades, como ontem, Flamengo e Corinthians puderem contar com seus coadjuvantes para roubar a cena, se sentirão menos pressionados e terão grandes chances de vencer o campeonato. E claro, Cruzeiro, Internacional e São Paulo, como sempre, também entraram para brigar pelo título.
CRUZEIRO 4 X 1 COLO COLO
Local: Estádio Governador Magalhães Pinto (Mineirão), em Belo Horizonte (MG)
Data: 24 de fevereiro de 2010, quarta-feira
Horário: 19h30 (de Brasília)
Árbitro: Oscar Ruiz (COL)
Assistentes: Abraham González (COL) e Humberto Clavijo (COL)
Cartões amarelos: Diego Olate, Toro, Scotti, Cereceda e Magalhães (Colo Colo); Thiago Ribeiro, Henrique e Marquinhos Paraná (Cuzeiro)
Cartões vermelhos: Diego Olate e Cereceda (Colo Colo)
Gols: CRUZEIRO: Thiago Ribeiro, aos 7 minutos do primeiro tempo. Kléber, aos 15 e aos 26, e Pedro Ken, aos 22 minutos do segundo tempo; COLO COLO: Paredes, aos 36 minutos do primeiro tempo.
CRUZEIRO: Fábio; Jonathan, Thiago Heleno, Leonardo Silva e Diego Renan; Elicarlos (Pedro Ken), Henrique (Bernardo), Marquinhos Paraná e Roger (Wellington Paulista); Thiago Ribeiro e Kléber.
Técnico: Adilson Batista
COLO COLO: Prieto; Diego Olate, Toro, Scotti e Cereceda; Aránguiz, Meléndez, Millar e Macnelly Torres (Magalhães); Miralles e Paredes (Sanhueza).
Técnico: Hugo Tocalli
FLAMENGO 2 X 0 UNIVERSIDAD CATÓLICA
Local: Estádio Mário Filho (Maracanã), no Rio de Janeiro (RJ)
Data: 24 de fevereiro de 2010, quarta-feira
Horário: 21h50 (de Brasília)
Árbitro: Carlos Amarilla (Paraguai)
Assistentes: Nicolás Yegrosy (Paraguai) e Emigdio Ruiz Roa (Paraguai)
Cartões amarelos: Vagner Love (FLA); Francisco Silva, Ponce e Mena(UCA)
Cartões vermelhos: Willians (FLA); Milovan Mirosevic (UCA)
Gols: FLAMENGO: Léo Moura, aos 10 minutos do primeiro tempo; Adriano, aos 13 minutos do segundo tempo
FLAMENGO: Marcelo Lomba, Leonardo Moura (Éverton Silva), Fabrício, Álvaro e Juan; Willians, Toró, Kléberson e Vinícius Pacheco (Fernando); Vágner Love (Petkovic) e Adriano
Técnico: Andrade
UNIVERSIDAD CATÓLICA: Paulo Garcés, David Henríquez, Ponce (Mena) e Ismael Fuentes; Rodrigo Valenzuela, Francisco Silva, Hans Martínez, Milovan Mirosevic e Rodrigo Toloza (Mannara); Damián Díaz e Juan José Morales (Pablo Vranjican)
Técnico: Marco Antonio Figueroa
CORINTHIANS 2 X 1 RACING-URU
Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo (SP)
Data: 24 de fevereiro de 2010, quarta-feira
Horário: 21h50 (de Brasília)
Árbitro: Raúl Orosco (Bolívia)
Assistentes: Jorge Calderón e Juan Arroyo (ambos da Bolívia)
Público: 31.035 pagantes (total de 32.166)
Renda: R$ 2.181.742,00
Cartões amarelos: Jorge Henrique, Ronaldo, Roberto Carlos (Corinthians); Líber Quiñones, Darío Flores, Ignacio Pallas, Héctor Vega (Racing-URU)
Cartão vermelho: Darío Flores (Racing-URU)
Gols: CORINTHIANS: Elias, aos 10 minutos do primeiro tempo e aos 24 minutos do segundo tempo; RACING-URU: Martín Cauteruccio, a 1 minuto do primeiro tempo
CORINTHIANS: Felipe; Alessandro (Jucilei), Chicão, William e Roberto Carlos; Ralf, Elias, Tcheco e Jorge Henrique; Defederico (Souza) e Ronaldo
Técnico: Mano Menezes
RACING-URU: Jorge Contreras; Rodrigo Brasesco, Héctor Hernández, Ignacio Pallás e Danny Tejera; Héctor Vega, Santiago Ostolaza, Darío Flores e Matías Mirabaje (Diego Scotti); Martín Cauteruccio e Líber Quiñones (Jean Pierre Barrientos)
Técnico: Juan Verzeri
13:24
A tão sonhada taça da Copa Libertadores da AméricaHoje entram em campo, no famoso horário das 21h50 (após a novela), o Flamengo, que enfrenta o Universidade Catolica-CHI no Maracanã em sua estreia, o Corinthians, que joga sua primeira partida contra o Racing-URU, no Pacaembu, e o Cruzeiro, já em seu segundo jogo, que pega o Colo Colo no Mineirão. O único que sai do Brasil esta semana é o São Paulo, que amanhã joga contra o Once Caldas, em Manizales, na Colômbia.
A Copa Libertadores nunca ganhou tanto os holofotes da imprensa brasileira quanto neste ano. Além do Brasil estar sendo representado por cinco grandes clubes, com grandes torcidas, os times contam todos com reforços de peso para a competição sul-americana, o que retrata o favoritismo dos brasileiros. Além disso, tradicionais rivais argentinos, principalmente Boca Juniors e River Plate, estão fora da disputa.
Corinthians e Flamengo possuem times mais talentosos e estão mais visados por possuírem jogadores mundialmente conhecidos como Ronaldo e Roberto Carlos no Parque São Jorge e Adriano na Gávea. Mas São Paulo, Internacional e Cruzeiro, sem grandes estrelas, mas recheados de bons jogadores, não ficam atrás.
Dos times brasileiros que disputam a Libertadores este ano, todos já conquistaram o título, com exceção do Corinthians, que entra mais pressionado, pois além de ter investido mais em contratações, seus rivais (Palmeiras, São Paulo e Santos) já venceram a competição.
Com cinco fortes equipes, acreditar que um representante do futebol brasileiro ficará com o título é natural. No entanto, a história da Libertadores prova que a competição pode surpreender, principalmente alguns jogadores mascarados, a imprensa ufanista e os torcedores. Citamos como exemplos recentes os títulos de Once Caldas-COL, em 2004, e LDU-EQU, em 2008.
Ao longo dos anos, a disciplina tática e o maior controle emocional são as principais vantagens dos rivais continentais em relação aos brasileiros. Sem contar que alguns adversários, além de conter esses diferenciais, tecnicamente também podem ser superiores, o que é difícil para o brasileiro admitir.
Portanto, saber reconhecer as armadilhas de uma competição como a Libertadores é fundamental. Pelo menos estamos vendo isso por parte dos técnicos e da maioria dos jogadores, o que já é um bom sinal, já que são eles quem decidem.
Boa sorte aos brasileiros e que tenhamos grandes jogos!

