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Não deu na bola, foi na "experiência"


Paulo Henrique Ganso, o maestro dos Meninos da Vila

Logicamente, pela campanha excelente, o Santos mereceu a conquista do Campeonato Paulista. O time teve o melhor ataque da competição desde 1996, com média de 3,13 gols por partida. Foram 72 gols no total. Além disso, a arte esteve presente neste time e muitos dos gols tiveram uma plasticidade que não se via há muito tempo no futebol brasileiro. O título coroou o time que resgatou o futebol arte.

No entanto, nesta final, somando-se os dois jogos, o Santo André foi melhor e o Santos, quando esperava-se que fosse consolidar seu magistral futebol apresentado até então, foi envolvido por uma equipe taticamente muito bem armada e que também contou com jogadores de muita criatividade. O futebol do Santo André teve beleza e eficiência e deixou muitos de queixo caído. No placar agregado das duas partidas houve um empate em 4 a 4. Não fosse pela campanha o Santos correria sérios riscos de perder o título na prorrogação ou nos pênaltis.

O Santos não aguentou o Santo André na bola. Teve que fazer cera, segurar a partida, pois a falta de maturidade de quem não se esperava, como dos experientes Leo, Marquinhos e Roberto Brum, expulsos tolamente, prejudicou extremamente o time da Baixada. A maturidade, então, ficou por conta dos garotos Paulo Henrique Ganso e Neymar que mais uma vez fizeram a diferença.

Enquanto Neymar marcou dois belos gols, Paulo Henrique Ganso, que deu uma passe antológico de calcanhar no segundo gol, foi o grande mentor do time. O camisa 17 - ontem não jogou com a 10, pois Giovanni, seu conterrâneo que foi relacionado para a partida para comemorar o título, estava no banco - teve uma atitude jamais vista ou muito rara no futebol. Após a expulsão de Roberto Brum o técnico Dorival Junior chamou desesperadamente o zagueiro Bruno Aguiar para recompor o sistema defensivo. O escolhido para sair seria Paulo Henrique Ganso. Seria, pois o craque santista, bateu no peito e disse: "Eu não. Daqui não saio. Deixa pra mim que eu seguro lá na frente" e com isso saiu André, que entrara no lugar de Robinho, que aliás até o momento é um mero coadjuvante no time dos Meninos da Vila.

Mais uma vez Dunga teve provas de que será uma grande besteira deixar de fora Neymar e Paulo Henrique Ganso. Eles marcam gols, dão belos dribles e passes, sem se intimidar com as caras feias e broncas dos zagueiros.

No confronto em que os experientes jogaram mal e foram inocentes e o técnico não teve pulso para manter o 4-3-3 - esquema que vinha fazendo do Santos o melhor time do Brasil - os meninos tiveram que virar homens e fazer a diferença, segurar a bronca.

O Santo André mostrou que o Santos não é tão imbatível assim. Dorival Junior tem lições a tirar deste confronto. A principal delas é que ele não deve fazer do time que estava encantando um time comum. Na quarta-feira a equipe enfrenta pela Copa do Brasil em casa o Atlético-MG, campeão mineiro, comandado por Vanderlei Luxemburgo, que mesmo tendo feito um trabalho ruim no Santos no ano passado, conhece o time, e que na primeira partida em Belo Horizonte venceu por 3 a 2. Se o Santos for o mesmo da final do Paulistão, corre grandes riscos de ser eliminado.

Os meninos se assustaram


Neymar, que atingiu o próprio olho com suas mãos ao cair na área para simular um pênalti no primeiro tempo, não enfrentará o Atlético-MG pela Copa do Brasil e é dúvida para a próxima partida da final contra o Santo André.


Ontem tivemos mais uma prova de que não se brinca com a falta de exatidão do futebol e que justamente por ser tão fora de lógica, tão humano, o futebol é surpreendente e apaixonante. Quando 95% das pessoas apontavam que o Santos tinha esse mesmo percentual de chances de vencer o Santo André, o time do ABC começou a primeira partida da final do Paulistão assustando.

A ousadia e a qualidade mostrada pela equipe do jovem e competente técnico Sérgio Soares deixou os admiradores dos Meninos da Vila boquiabertos. Dadas as devidas proporções, assim como a Internazionale mostrou na semana passada que é possível bater o Barcelona, o Santo André fez o mesmo. Pelo menos no primeiro tempo em que saiu vencendo por 1 a 0, em cobrança de falta excepcional do camisa 10 Bruno César, já que diferentemente da equipe italiana, os andreenses não conseguiram a vitória.

Dorival Junior preferiu escalar Pará ao invés de André. Com isso, Wesley foi da lateral-direita para o meio-campo. A preocupação do técnico santista era com os meias Branquinho e Bruno César que seriam marcados por Arouca e Wesley. A escalação que a princípio parecia correta, já que Wesley sabe sair para o jogo, fazendo com que o time não perca a ofensividade, não surtiu efeito, pois a equipe favorita foi envolvida pelo adversário. Neymar e Robinho no ataque paravam na marcação adversária. Os meias Paulo Henrique Ganso e Marquinhos não tinham espaço para criar. O Santo André não recuou e não deixou o Santos jogar. Impressionou.

No segundo tempo tudo voltou à "normalidade" e o Santos virou por 3 a 1, com gols de André - que substituiu Neymar no intervalo, com um problema no olho - e Wesley (2), aparecendo sempre pela direita como homem surpresa, nas costas de Bruno César, que não o acompanhava. O Santo André ainda descontou com Rodriguinho, o que nos faz acreditar que a disputa ainda existe, principalmente pelo primeiro tempo da equipe do ABC, apesar de as chances do Santo André terem se tornado ainda mais escassas.

Na próxima partida o Santos não poderá contar com Wesley, um de seus principais jogadores, suspenso com o terceiro cartão amarelo, e talvez com Neymar.

De qualquer forma, se antes da decisão as chances do Santos eram de 95%, em sua metade são de 98%. Como falamos de futebol, o Santo André ainda pode acreditar em seus 2% de chances e supreender com uma vitória por dois ou mais gols de diferença.

A magia do futebol

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Trio de ouro! Paulo Henrique Ganso e Robinho acompanham Neymar na comemoração (Foto: Tom Dib/Lance)


Não foi com tanta fantasia como nas goleadas que já aplicou neste ano, mas a vitória do Santos no clássico diante do São Paulo mostrou para os críticos que o time sabe também jogar taticamente, tanto que ontem entrou com uma formação diferente da que vinha atuando, com André sendo sacado do ataque para a entrada de Pará na lateral-direita, com Wesley indo para o meio-campo. Isso mostra que não só Neymar, Paulo Henrique Ganso, Robinho e cia. que se destacam. Muito do sucesso desse time se deve ao técnico Dorival Junior.

Não é fácil no futebol de hoje em dia ter a coragem de escalar um time ofensivo. Ao longo dos anos, insucessos de grandes equipes do futebol mundial, como a Hungria, na Copa de 54, a Holanda em 74 e o Brasil em 82 fizeram mal ao esporte, criando uma cultura de que não daria mais para jogar de maneira bonita, ofensiva e objetiva.

Nos últimos anos poucos times tiveram ousadia e saíram do pragmatismo. Uma exceção é o Barcelona, que voltou a jogar com três atacantes quando Frank Rijkaard assumiu o time em 2005 e continuou assim com Guardiola desde a temporada passada, esbanjando criatividade na época de Ronaldinho Gaúcho e agora com Messi, conquistando a Champions League em 2006 e 2009.

Quando Dorival Jr. chegou ao Santos o elenco estava desmotivado por ter sido quase rebaixado no Campeonato Brasileiro e foram poucos os reforços. Enfim, ninguém acreditava no Santos.

Dorival Junior acreditava e colocou em campo o que tinha de melhor no elenco. E o melhor era no setor ofensivo. Deu a Paulo Henrique Ganso e Neymar a confiança necessária para que eles explodissem, o que não havia acontecido no ano passado. E com a chegada de Robinho o trio começou a fazer a festa, jogar por música, como se estivessem dançando, bailando, devolvendo a alegria ao futebol brasileiro. Até nas comemorações há dança.

Logicamente não se pode deixar de destacar a importância de coadjuvantes como Marquinhos, fundamental para o time nas assistências, Arouca, que se desdobra no meio-campo para liberar a moçada, Pará, que corre o tempo todo, Wesley, que joga bem em qualquer posição que o coloque, a dupla de zaga segura Durval e Edu Dracena e o artilheiro André, que surgiu de maneira surpreendente vindo das categorias de base, quando todos diziam que o time precisava de um atacante.

O Santos, que enfrenta o Santo André na final, está a um passo do título e se vencer será um grande bem para o futebol brasileiro. Resta torcer para que outras equipes e técnicos comecem a pensar assim também. Futebol pode ser sim espetáculo, basta ter competência!

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Falta alguma coisa ao São Paulo


Jogadores do Santos comemoram a vitória no clássico

O que mais impressiona no time São Paulo nesta temporada não são as derrotas nos clássicos, mas a maneira como elas acontecem. A equipe do técnico Ricardo Gomes vem jogando bem, mas falta algo mais.

No jogo de ontem contra o Santos, o time começou melhor, marcando por pressão, mas após levar um gol de bobeira, contra, de Junior César, permitiu que o Santos entrasse de vez no jogo e fizesse mais um com André.

No segundo tempo, a equipe tricolor voltou melhor e diminuiu logo em um golaço de Hernanes, de fora da área e empatou com Dagoberto de cabeça, lance incomum. A torcida foi ao delírio e o São Paulo mesmo com um a menos, dava a entender que iria virar o jogo, pela empolgação e pressão do time.

Mas o São Paulo, cansado, diminuiu o ritmo e o Santos voltou a jogar bem. E novamene os são-paulinos viram suas redes serem estufadas no úlitimo minuto num clássico, a exemplo do que aconteceu contra o Corinthians, com um gol de cabeça de Durval após cobrança de falta de Madson. Rogério Ceni falhou, e aliás vem falhando em muitos jogos.

Não se trata de azar, pois sorte e azar são aspectos relativos, mas sim de falta de atenção, concentração e vibração. Se o time do São Paulo não ficar mais ligado pode sofrer as consequências na Libertadores e no Brasileiro. No Paulista, menos importante para o clube, já sofreu, pois será praticamente impossível reverter a desvantagem na Vila Belmiro. Mas que sirva de lição.

Futebol brasileiro ofuscado


Messi impera na UEFA Champions League

Há alguns dias já destacamos neste blog que Messi continua cada vez melhor. É impressionante como joga o argentino. Ontem ele fez os quatro gols da vitória por 4 a 1 do Barcelona contra o Arsenal pela Liga dos Campeões da UEFA. As brilhantes atuações de Messi e os grandes jogos da principal competição de clubes do mundo ofuscam o que acontece atualmente no futebol brasileiro.

Com exceção do Santos, que vem encantando a todos, não há nada de diferente por aqui. Os campeonatos estaduais só começarão a ter graça neste final de semana, quando começam as fases decisivas.

Assim, é muito mais vantajoso para quem gosta de futebol apreciar a Liga dos Campeões da UEFA, com jogos de primeira linha, e com o fenômeno Messi em ação, entre outros craques, do que ver campeonatos estaduais altamente desnivelados e desorganizados. Uma exceção pode ser o Campeonato Paulista, em que o Palmeiras já está eliminado. São Paulo e Corinthians ainda lutam para chegar às semifinais, mas se tivessem priorizado a competição estadual já estariam classificados. De qualquer forma, o nível técnico é muito baixo.

E os jogaços na Europa não param por aí. Ontem, além de Barcelona e Arsenal, se enfrentaram CSKA e Inter de Milão. A equipe italiana se classificou com um gol de falta marcado por Sneijder, outro grande jogador, e vai pegar o time de Messi numa das semifinais. Hoje, o Manchester United, sem seu principal jogador, o craque Wayne Rooney, tenta a classificação em casa diante do Bayern de Munique, de Frank Ribéry, que venceu a primeira partida por 2 a 1. Para fechar, Bordeaux e Lyon fazem o grande clássico francês, com vantagem para o Lyon que na primeira partida, disputada em seu estádio, venceu por 3 a 1. Vale a pena acompanhar!

E fica a pergunta que não quer calar: Messi vai jogar assim na Copa?

Se jogar, meu Deus...

Simplesmente Majestoso

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Ronaldo disputa jogada com Alex Silva e Hernanes

Enfim, São Paulo e Corinthians saíram do marasmo. Dois dos times mais badalados do país, pelas contratações feitas no início da temporada e por estarem na Libertadores como candidatos ao título, até agora não haviam mostrado a que vieram na temporada, tendo seus brilhos ofuscados pelo surpreendente Santos, que no momento se afirma como o melhor time do país.

O Corinthians entrou quente no clássico, impulsionado principalmente por Elias, autor do primeiro gol, e Dentinho. O São Paulo estava frio, como vem sendo nesta temporada. Hernanes e Cléber Santana controlavam a posse de bola, passavam de um lado para o outro, mas sem objetividade. Léo Lima era uma figura nula em campo e só atrapalhava, simbolizando a apatia e a lentidão do time.

Mas após o gol de Danilo, que também fazia uma grande partida contra seu ex-time - onde foi campeçao mundial, da Libertadores e brasileiro -, o jogo mudou totalmente de figura, pois a expulsão de Dentinho - que havia passado facilmente pela marcação de Jean no lance do segundo gol - foi mais prejudicial para o Corinthians do que para o São Paulo que perdeu Washington.

Assim, o tricolor passou a dominar a partida e não demorou muito para Jean se redimir da falha no gol corintiano e fazer o primeiro do São Paulo. O jogo estava aberto novamente.

No segundo tempo a entrada de Fernandinho no lugar de Leo Lima deu mais movimentação ao time de Ricardo Gomes, mas quase ruíram as pretensões do São Paulo com o gol de falta de Roberto Carlos. Um lance um tanto quanto chocante para o time, pois além de ter sido o gol marcado por um dos medalhões do Timão, houve falha gritante do capitão Rogério Ceni no lance.

O São Paulo então ficou alguns minutos abalado, na morosidade do primeiro tempo, com mais posse de bola, mas sem assustar. Até que a falha veio também para o outro lado e numa falta cobrada por Hernanes, o inexperiente goleiro Rafael Santos soltou a bola nos pés de Rodrigo Souto. O gol colocou o time de volta à partida.

Cincinho entrou no lugar de Hernanes e deu ainda mais gás à equipe tricolor, já empolgada com o segundo gol. Em novo erro de Rafael Santos, desta vez na saída pelo alto após falta cobrada na área por Cicinho, Rodrigo Souto, de novo, empatou de cabeça.

Pressão total para cima do Corinthians. Mano Menezes mexeu mal no time. Tirou Elias, o melhor em campo de seu time, para a entrada do lento Tcheco. Jorge Henrique entrou quando parecia tarde demais, mas no lugar de Danilo, e não de Ronaldo, parado em campo e totalmente sem condição física.

O jogo estava eletrizante. Parecia mais perto do quarto gol o São Paulo, mas quando teve uma chance real desperdiçou. Fernandinho poderia ter tocado para Marlos que passava livre ao seu lado. Preferiu fazer tudo sozinho e perdeu a bola. E no ataque seguinte veio o castigo. Iarley, que entrara no lugar de Ronaldo há pouco instantes, fez boa jogada e cruzou. A bola bateu na cabeça de Alex Silva e foi no ângulo de Rogério Ceni, sem chances de defesa. Gols do tipo que só acontecem uma vez na vida. A sorte esteve do lado da equipe alvinegra, para a explosão de sua torcida.

Clássico sensacional, em que Corinthians e São Paulo fizeram jus ao nome que a ele se dá: Majestoso.

Ronaldo se destaca. Fora de campo.




Mais uma vez Ronaldo foi o centro das atenções da imprensa e mais uma vez de forma negativa. Após a derrota do Corinthians diante do Paulista de Jundiaí em Barueri pelo Campeonato Paulista, no estacionamento do estádio, quando estava saindo, Ronaldo fez um gesto obsceno, mostrando o dedo do meio.

Em nota divulgada pela assessoria de imprensa do clube Ronaldo pede desculpas à torcida e alega que o gesto foi para um indivíduo que o ofendeu pessoalmente e não só pelo mau futebol apresentado. Ele também assumiu a responsabilidade pela derrota e pediu o incentivo da torcida no clássico do próximo domingo, contra o São Paulo, no Pacaembu. Leia:

“Jamais faria tal gesto para a torcida do Corinthians que me adotou e me apóia desde a minha chegada. Foi dirigido a uma pessoa que me ofendeu moralmente e com questões pessoais no estacionamento do estádio”, explicou o atacante. “Quero aproveitar também para pedir desculpas caso algum corinthiano tenha sentido ofendido e reiterar meu carinho e admiração pela torcida que me tratou tão bem desde a chegada aqui”, concluiu.

Por fim, Ronaldo voltou a assumir a sua parcela de responsabilidade pelo mal resultado desta quarta e pediu apoio para o clássico do domingo. “Entendo as críticas do torcedor nesta hora e aceito todas elas. No final de semana temos um jogo importantíssimo contra o São Paulo, na nossa casa, e hora de nós contarmos com o apoio da arquibancada para seguir na luta no Campeonato Paulista e na Libertadores, onde nossa campanha é muito boa”.


Independente de mal ou bem, fato é que Ronaldo é sempre o centro das atenções. Seja pelo bom ou mau desempenho dentro de campo, pelos problemas fora de campo e principalmente pelo peso.

Já está claro até para a comissão técnica do Corinthians que sua forma física não tem jeito, mas pela sua genialidade a expectativa é sempre diferente quando ele atua. Mas depois do primeiro semestre do ano passado Ronaldo jogou poucas partidas bem e vem rendendo muito abaixo do esperado.

Sua sina de altos e baixos, que o rondou durante toda a carreira, segue no Corinthians.

Domingo tem o clássico contra o São Paulo e com Ronaldo, se ele atuar, tudo pode acontecer, tanto um outro fiasco como uma nova e magistral redenção.

Vitória na marra

Goleiro Marcos lamenta chance perdida

A vitória no sufoco contra o Sertãozinho reflete bem a situação atual do Palmeiras. A torcida já se acostumou à instabilidade da equipe dentro e fora de campo.

A troca de comando, de Muricy Ramalho por Antonio Carlos Zago, ainda não surtiu o efeito esperado como parecia que seria após a vitória no clássico contra o São Paulo. Prova disso foram os protestos da torcida contra o técnico após a partida.

O Palmeiras se acostumou a jogar assim, na marra. Partindo para o desespero, de maneira totalmente desordenada taticamente. Graças ao talento de Cleiton Xavier o time conseguiu virar para 3 a 2, após estar perdendo por 2 a 1, também de virada.

Lenny ariu o placar para o Palmeiras aos 23 min do primeiro tempo. Aos 41, Mendes empatou para o Sertãozinho. No segundo tempo veio o desespero. Logo aos 4 min, em pêntalti inexistente - Marcos nem encostou no atacante adversário - o Sertãozinho virou o jogo com Ricardo Lopes. Assim, o Palmeiras teve que partir para o abafa e chegou à vitória em dois gols de Cleiton Xavier, aos 38 min e aos 48 min.

Se fosse uma vitória dessa forma num clássico, ainda poderíamos dizer que isso traria uma motivação a mais ao time. Mas contra um adversário fraco como o Sertãozinho, é preocupante.

O Palmeiras é um time ainda abalado pela frustrante temporada de 2009 e as recentes declarações do goleiro Marcos, de que vai encerrar a carreira no final do ano, comprovam o cansaço de um dos maiores jogadores da história do clube com essa situação.

E como desgraça pouca é bobagem, domingo a equipe tem pela frente o Santos, o time que melhor joga e mais empolga atualmente no futebol brasileiro. Que me perdoem os palmeirenses, mas a famosa frase de que "clássico não tem favorito" não se encaixa nessa partida.

FICHA TÉCNICA:
PALMEIRAS 3 X 2 SERTÃOZINHO

Estádio: Arena Barueri, em Barueri (SP)
Data/hora: 8/3/2010 - 21h (de Brasília)
Público/Renda: 3.224 pagantes/ R$ 87.531,00
Árbitro: Raphael Claus
Auxiliares: Emerson Augusto de Carvalho e Herman Brumel Vani
Cartões Amarelos: Robert eWilliam (PAL); Rodriguinho, Ricardo Lopes e Rafael Mineiro (SER)
GOLS: Lenny, 23'/1ºT (1-0); Mendes 40'/1ºT (1-1), Ricardo Lopes, 4'/2ºT (1-2); Cleiton Xavier, 38'/2ºT (2-2) e Cleiton Xavier, 48'/2ºT (3-2)

PALMEIRAS: Marcos; Wendel (Ivo, 10'/2ºT), Léo, Danilo e Eduardo; Pierre, Márcio Araújo, Cleiton Xavier e Deyvid Sacconi (Willian, 15'/2ºT); Lenny (Daniel, 25'/2ºT) e Robert. Técnico: Antônio Carlos Zago.

SERTÃOZINHO: Gilberto; Ricardo Lopes, Erivelton, Pablo e Rubens Cardoso (Rafael Mineiro, 42'/2ºT); Magal, Marcus Vinícius, Rodriguinho e Éverton; Mendes (Cascata, 31'/2ºT)e Thiago Silvy (Alex Maranhão, 19'/2ºT). Técnico: Paulo Comelli.


A ousadia do Santos


Robinho e Neymar são os principais símbolos do jeito moleque do Santos


O Santos atualmente não só é o time que mais empolga como é o que melhor joga no Brasil. Além das lindas jogadas dos jovens talentos da Vila e do repatriado Robinho, taticamente o time também tem mostrado um grande diferencial, prova disso foi o empate contra a Portuguesa.

Você pode estar pensando como o time jogou tão bem assim se apenas empatou? Acontece que a Portuguesa fez uma grande partida e soube anular o Santos até o segundo tempo, quando entrou em campo a ousadia, algo cada vez mais raro no futebol. Méritos para o técnico Dorival Junior, que tirou o lateral-volante Roberto Brum para a entrada do meia Marquinhos.

Assim, o Peixe esbanjou criatividade, jogando num típico 4-3-3, como antigamente, com um volante (Arouca), dois meias (Marquinhos e Paulo Henrique Ganso) e três atacantes (Neymar, André e Robinhho) - algo que atualmente só se vê no Barcelona - e no final do jogo a Lusa não aguentou a pressão e sofreu um gol de Zé Eduardo, mais um jogador de frente que entrou no segundo tempo.

A ousadia é a principal marca do Santos. Tanto pela habilidade e criatividade - os jogadores partem para cima driblar sem medo de cara feia - quanto pela postura tática, de modificar o jeito de jogar de acordo com a partida.

Ao contrário de São Paulo e Corinthians, que apostaram em jogadores caros, mas que ainda não surtiram muito efeito para ambos, o Santos preferiu investir pouco em contratações - com exceção de Robinho - e acreditar nos jovens. Está dando certo.

FICHA TÉCNICA:
PORTUGUESA 1 X 1 SANTOS

Estádio: Canindé, São Paulo (SP)
Data/hora: 7/3/2010 - 17h (de Brasília)
Árbitro: Rodrigo Braghetto (SP)
Auxiliares: Rafael Ferreira da Silva (SP) e Leonardo Ferreira Alves (SP)
Cartões amarelos: Athirson, Fábio (POR); Durval (SAN)
GOLS: Héverton, 14'/1ºT (1-0) e Zé Eduardo, 44'/2ºT (1-1)

PORTUGUESA: Fábio, Thiago Gomes, Domingos, Preto Costa; Fabrício, Gláuber, Paulo Sérgio, Marco Antônio (Henrique, 36'/2ºT), Athirson, Héverton (Jean Natal, 40'/2ºT); Luiz Ricardo (Rafael Silva, 47'/2ºT). Técnico: Vágner Benazzi

SANTOS: Felipe, Pará (Madson, 32'/2ºT), Durval, Edu Dracena, Roberto Brum (Marquinhos, 35'/1ºT); Wesley, Arouca, Paulo Henrique; Robinho, André (Zé Eduardo, 28'/2ºT) e Neymar. Técnico: Dorival Júnior


Paulistão: os três maiores de São Paulo se salvam com gols de final de segundo tempo.

Todos os três maiores times de São Paulo (Palmeiras, São Paulo e Corinthians) se salvaram com gols no final do segundo tempo em seus respectivos jogos.

O Palmeiras conseguiu caçar o empate com o Barueri nesta quinta-feira; o jogo terminou em 2 a 2 com o último gol do Palmeiras tendo sido marcado por Diego Souza aos 41 minutos do segundo tempo.

O São Paulo passou por uma situação praticamente idêntica, mas ainda mais dramática. Richarlyson foi o salvador do time que perdia para o Mirassol por 1 a 0, marcando o gol do empate aos 45 minutos do segundo tempo.

Já o Corinthians, que estreava a dupla galática Roberto Carlos e Ronaldinho dentro de um Pacaembu lotado, conseguiu conquistar a vitória contra o Bragantino, mas mesmo assim muita gente saiu com expectativas frustradas de ver as estrelas do time brilhando em campo.

Veja os Gols:

Palmeiras x Barueri


São Paulo x Mirassol


Corinthians x Bragantino

Roberto Carlos diz que Galvão "não é profissional" e que não conhece o Bragantino.
















Na última entrevista coletiva antes do jogo contra o Bragantino na quarta-feira (20) às 21h50m, o lateral ex-seleção brasileira Roberto Carlos não poupou em declarações polêmicas.

A primeira diz respeito ao narrador Galvão Bueno. "Essa pessoa não foi profissional. Eu estou sendo profissional até hoje e sou respeitado no mundo todo. Nunca fui um protagonista de nada, sou apenas um jogador de futebol, mas algumas pessoas querem ser mais protagonistas que o jogador. Duas pessoas não foram profissionais e deixei a seleção por causa delas".

O desabafo foi provocado por uma pergunta de um jornalista que questionou sobre a atenção que o jogador dispensaria a seu meião durante o jogo de quarta. Como praticamente todos os brasileiros se lembram, Roberto Carlos foi crucificado após a derrota do Brasil para França na final da copa de 2006; o lateral estaria arrumando seu meião em vez de marcar o jogador Henry durante a cobrança de falta que resultou em gol da seleção francesa. O jogador atribui grande parte de seu sofrimento às críticas pesadas feitas por Galvão na ocasião.

A segunda bomba do lateral veio da afirmação de que ele não conhece nenhum jogador do Bragantino. "Vou ser sincero, não conheço nenhum jogador do Bragantino, mas, na preleção, vou ver quem eu vou marcar", disse Roberto Carlos.

Agora falta saber se Galvão Bueno mencionará as críticas durante a narração do jogo, e se Roberto Carlos precisava ou não saber mais sobre o time que enfrenta amanhã. Se você também não conhece nada do Braga (ou do Timão) aqui seguem as escalações dos dois times:

CORINTHIANS: Felipe, Alessandro, Chicão, William e Roberto Carlos; Marcelo Mattos, Jucilei, Tcheco e Morais; Iarley e Ronaldo. Técnico: Mano Menezes.

BRAGANTINO: Gilvan, Marcelo Godri, Mauricio e Da Silva; Diego Macedo, Francis, Lucio, Paulinho e Esquerdinha, Rodriguinho e Frontini. Técnico: Veiga.