
Estamos vivendo uma expectativa muito grande com a proximidade da Copa do Mundo, a menos de 24 horas do início do torneio. Porém, antes, logo mais nesta quinta-feira, mais precisamente às 15 horas, haverá uma grande festa, com shows de Shakira, Alicia Keys, Black Eyed Peas, entre outras atrações para aquecer os torcedores.
Para os shows, as vuvuzelas, famosas cornetas usadas pelos sul-africanos nas arquibancadas, foram proibidas pela organização, que justificou o confisco alegando que os sons das cornetas atrapalhariam as músicas que serão apresentadas.
Nos dias de jogos, a Fifa ameaçou também proibir as vuvuzelas, alegando que o barulho - que realmente é ensurdecedor - atrapalharia os ábitros e jogadores. Mas será que os sul-africanos terão mesmo que ser censurados justamente quando o país vive o momento mais importante de sua história após o apartheid? O que você acha?

Se nos posts anteriores comentamos sobre a exclusão de grandes jogadores da Copa do Mundo, seja por contusão ou opção dos treinadores, hoje falaremos sobre os candidatos a craque do Mundial que estão na África do Sul, até porque eleições aqui no Brasil, só depois da Copa.
Messi (Argentina): é o melhor do mundo atualmente. Fez uma grande temporada pelo Barcelona e, embora não tenha conquistado a UEFA Champions League, vinha jogando ainda melhor que no ano passado, quando ganhou a Bola de Ouro da Fifa. Pela seleção, suas atuações ainda estão muito abaixo em relação ao que apresenta em seu clube, no entanto, a torcida argentina espera que na Copa ele enfim deslanche.
Rooney (Inglaterra): é um artilheiro nato e versátil, que joga tanto mais recuado quanto mais fixo na área. O camisa 10 da Inglaterra é a principal esperança dos torcedores da Terra da Rainha, que desta vez têm boas perspectivas de que a seleção saia da incômoda fila de 44 anos sem título.
Xavi (Espanha): a seleção espanhola é uma das favoritas ao título, apesar da fama de "amarelar" em mundiais. E Xavi é o grande mentor do meio-campo da "Fúria". É excelente na saída de bola, no passe e na finalização, além de ser exímio cobrador de faltas, caracterísitcas mais do que suficientes para fazer do jogador do Barcelona um craque decisivo.
Cristiano Ronaldo (Portugal): eleito o melhor do mundo em 2008 é um jogador de extremo talento. O Real Madrid fez uma temporada fraca para suas pretensões, mas mesmo assim Ronaldo foi o principal jogador da equipe, com boas atuações. Mesmo sua seleção não sendo apontada como favorita, Ronaldo pode ajudar os portugueses a surpreenderem.
Kaká (Brasil): apesar de ter feito uma temporada ruim pelo Real Madrid por diversos motivos, mas principalmente contusão, o camisa 10, mesmo não estando 100%, tem potencial o suficiente para desequilibrar uma partida e decidi-la numa jogada.
Sneijder (Holanda): ao lado de Robben é a grande esperança dos holandeses para que enfim conquistem o título que passou tantas vezes perto da seleção laranja. Fez uma temporada formidável na Inter de Milão, onde conquistou a UEFA Champions League sendo um dos principais jogadores. Ele passa, finaliza e cobra faltas com extrema eficiência e representa melhor do que ninguém o estilo de jogo holandês, de muita movimentação e toque de bola.
Ribéry (França): a França não tem jogado como uma grande seleção desde a aposentadoria do gênio Zinedine Zidane. Classificou-se para a Copa na marra, com um gol irregular, o da famosa ajeitada com o braço de Thierry Henry, na repescagem das Eliminatórias contra a Irlanda. Mas Ribéry, apesar de estar longe de ser um gênio, tem muito talento e pode desequilibrar.
Drogba (Costa do Marfim): a seleção africana não é cogitada sequer para passar da primeira fase, já que caiu num grupo que tem Brasil e Portugal como favoritos. No entanto, o time que agora é comandado por Sven Goran Eriksson (ex-Inglaterra) tem jogadores que podem surpreender e fazer com que um time do continente que sedia o Mundial possa de fato chegar longe. E Drogba é o grande jogador dessa seleção, com seus gols bonitos e decisivos. Se repetir o que fez no Chelsea, o atacante, mesmo jogando contra seleções consideradas superiores à sua e tendo levado um susto (sofreu uma lesão no braço num amistoso contra o Japão na semana passada), será um grande nome neste mundial.
De Rossi (Itália): sem Totti, que não foi convocado pelo técnico Marcelo Lippi, e com Pirlo lesionado, o volante da Roma se tornou o principal jogador da Azzurra. É verdade que ele é um tanto quanto violento em algumas jogadas e até destoa dos craques apontados acima, mas De Rossi é um jogador de muita determinação e tem suas qualidades, principalmente na finalização, pois já marcou belos gols de fora da área. Sem contar que na seleção italiana ele sempre teve boas atuações.

Se ontem o assunto aqui neste blog foi a bruxa que anda desfalcando as seleções na Copa - por sinal, Nani foi cortado da seleção de Portugal - hoje é a injustiça que alguns técnicos cometem ao deixar de fora grandes jogadores.
Vamos começar com o Brasil. Dunga deixou de fora os aclamados pelo povo Ronaldinho Gaúcho, Neymar e Paulo Henrique Ganso. Nenhum deles foi convocado. Sem contar que bons jogadores, em posições carentes do time, jamais foram lembrados pelo técnico como o volante Thiago Motta, da Inter-ITA, o lateral Roberto Carlos, do Corinthians e o meia Alex, do Fenerbahce-TUR, entre outros. Alguns tiveram poucas chances como Hernanes, do São Paulo e Lucas, do Liverpool-ING. O capitão do tetra só quis saber de jogadores obedientes à sua filosofia conservadora.
Na Argentina, Maradona que não se dá com Riquelme, do seu Boca Juniors, deixou de fora o talentoso meia. No entanto, o mais inexplicável foram as exclusões do experiente e polivalente Zanetti e do volante Cambiasso (melhor do mundo na posição atualmente), que fizeram uma extraordinária temporada pela Internazionale, campeã da UEFA Champions League. Sem contar que ambos têm grande experiência na seleção argentina, com boas atuações. Definitivamente, não dá pra entender.
A França, que vem apresentando um fraco futebol, não terá o atacante Benzema e o volante Vieira. Ambos poderiam contribuir muito com a seleção que dá pinta de que fará feio no mundial. O primeiro no ataque, que tem sérias dificuldades para balançar as redes e o segundo no meio-campo, que desde a saída de Zidane, parece órfão. Por essas e outras trapalhadas, o técnico Raymond Domenech já tem Laurent Blanc como substituto após a Copa.
Marcelo Lippi não convocou o decisivo Totti para suprir a falta de talento da equipe, que no começo da Copa já não contará com Pirlo, contundido. Vai ser difícil apostar na Azzurra.
Um caso à parte é a Holanda. O técnico Bert Van Marwijk não chamou os veteranos Seedorf e Van Nistelrooy. Mas, sem eles, o time está voando baixo e tem plenas condições de conquistar o título. Além disso, a Holanda é estigmatizada por ser envolta a problemas de relacionamentos entre os jogadores nos mundiais, o que parece não acontecer desta vez.

Em Copa do Mundo sempre algum jogador de renome se machuca e fica de fora. Mas este ano a bruxa resolveu dar as caras de vez. Seleções importantes vêm perdendo seus principais jogadores por contusão.
Os primeiros a darem adeus ao Mundial foram Beckham (Inglaterra), Essien (Gana) e Ballack (Alemanha), sem condições de jogo antes mesmo dos anúncios das listas de convocados. Na última semana, mais uma grande baixa na Inglaterra: simplesmente o capitão Rio Ferdinand foi cortado por um entorse no joelho. O volante Obi Mikel, da Nigéria, também foi vetado pela mesma lesão.
Tem ainda os que estão "baleados" como Pirlo (Itália), Drogba (Costa do Marfim) e Robben (Holanda), três dos principais craques do futebol mundial.
No Brasil, Julio César sofreu uma lesão nas costas no amistoso contra o Zimbábue e Michel Bastos torceu o tornozelo num treino coletivo. Porém, ambos não preocupam e estarão na estreia do mundial. O segundo, inclusive, joga hoje contra a Tanzânia, no amistoso caça-níquel da CBF. A Tanzânia virá com uma vontade fora do comum. Afinal, enfrentar o Brasil é uma oportunidade única na vida dos jogadores do país africano. Por isso, é bom se precaver, pois a bruxa poderá estar voando por aqueles lados também.

Um dos craques do Santos neste ano, Neymar, vai mostrando cada vez mais sua falta de maturidade. No último domingo, segundo relatos de colegas repórteres de rádio, quando chegou ao Pacaembu para o clássico contra o Cortinthians, o atacante de 18 anos desceu do ônibus escoltado por seis seguranças, como se fosse um superstar.
Ora, nem Rogério Ceni, Kaká, Romário, entre outros consagrados craques da bola jamais tiveram essa atitude. Nem Pelé.
E por falar em Pelé, disseram a Dunga que se ele fosse o técnico do Brasil na Copa de 58 não convocaria Pelé, pois não convocou Neymar, "menino" a exemplo do Rei do Futebol na época. Mas começamos a entender porque o técnico da seleção mais vitoriosa do mundo resolveu deixar de lado o imaturo Neymar e não convocá-lo para a Copa. É simples. Pelé não era tão bobo assim.
Neymar ainda é um moleque tonto, que dá risada por não saber quem são os candidatos à presidência da república e se exibe como se fosse o rei da cocada preta. Neymar nunca será o que pensa que é e para chegar perto disso ainda terá que mostrar muito mais futebol e menos futilidade.
