Destaques

Parada duríssima para o São Paulo


Ricardo Gomes não poderá estar hoje no comando do São Paulo

O São Paulo terá hoje a partida mais difícil até aqui nesta temporada. O time do técnico Ricardo Gomes, afastado por conta de um pequeno acidente vascular cerebral (AVC), reencontrará pela segunda rodada da Libertadores, o Once Caldas-COL, seu algoz da semifinal de 2004, na mesma cidade de Manizales.

Apesar de ser um dos favoritos ao título, para esta partida, o favoritismo passa de lado, e não será nada surpreendente uma derrota do tricolor. Além dos desfalques do zagueiro Renato Silva e do atacante Dagoberto, e principalmente de Ricardo Gomes, o Once Caldas nunca perdeu em casa pela competição sul-americana. Em 17 partidas, foram 11 vitórias e seis empates.


FICHA TÉCNICA:
ONCE CALDAS-COL X SÃO PAULO

Local: Estádio Palogrande, em Manizales (Colômbia)
Data: 25 de fevereiro de 2010, quinta-feira
Horário: 21h10 (de Brasília)
Árbitro: Pablo Pozo (CHI)
Assistentes: Patrício Basualto e Francisco Mondria, ambos chilenos

ONCE CALDAS: Luis Martínez; Iván Vélez, Oswaldo Vizcarrondo, Alexis Enríquez e Luis Núñez; Diego Arias, Jaime Castrillón, Dayron Pérez e Fernando Cárdenas; Dayro Moreno e Dany Santoya
Técnico: Juan Carlos Osorio

SÃO PAULO: Rogério Ceni; Cicinho, Alex Silva, Miranda e Jorge Wagner; Jean, Richarlyson, Hernanes e Cléber Santana; Marcelinho Paraíba e Washington
Técnico: Milton Cruz

A tranquilidade poderá chegar, enfim


Antonio Carlos Zago acena para a torcida palmeirense na vitória contra o São Paulo


Depois de amargar alguns meses turbulentos desde a queda no Campeonato Brasileiro até a semana passada, o Palmeiras tem uma chance de conseguir uma necessária e desejada tranquilidade para tentar retomar o caminho da vitória.

A saída de Muricy Ramalho e a chegada de Antonio Carlos Zago no comando técnico do time, não representa apenas uma troca, mas sim uma mudança de filosofia.

No últimos dois anos o Palmeiras quis ser o protagonista do futebol brasileiro. Para isso investiu pesado em jogadores e treinadores. No ano passado, com a eliminação do time na Libertadores, o técnico Vanderlei Luxemburgo foi demitido pela diretoria, que se prontificou rapidamente a trazer Muricy Ramalho, então recém-demitido do rival São Paulo. Após alguns dias de negociação, Muricy assumiu o time, que manteve o status de mais caro do Brasil.

Todo esse investimento valia a pena porque o time se mantinha na liderança do Campeonato Brasileiro, e portanto caminhava rumo ao objetivo de tornar-se novamente o maior do País. Mas esse investimento tornou-se gasto, já que o Palmeiras sequer conseguiu uma vaga na Libertadores.

A agressão a Vagner Love, principal contratação do clube em 2009, por parte de marginais de torcida uniformizada, antes mesmo da última rodada do Brasileirão, quando o Palmeiras ainda tinha chances matemáticas de título, simbolizou que quando é feito um grande investimento e os resultados não vêm, a decepção é dobrada e a pressão e a possibilidade de uma situação insustentável chegar muito maiores

O time iniciou este ano desgastado e precisava de mudanças, que não vieram. Nem jogadores, nem comissão técnica, nem diretoria. Nada mudou e o clube continuou cabisbaixo, desmotivado. Pelo contrário, o Palmeiras continuou com um time, mas não com um elenco. Ainda faltam jogadores para algumas posições.

Apesar de toda sua competência, Muricy, muito identificado com o São Paulo, não conseguiu se firmar no Palmeiras. Não caiu bem nele o uniforme verde. Sua motivação ao dirigir o Verdão, mesmo quando a equipe liderava o Campeonato Brasileiro, não era a mesma dos tempos do São Paulo. Dava para perceber que ele não se sentia à vontade.

A chegada de Antonio Carlos Zago - técnico jovem, pouco badalado e muito mais barato - parece ter mexido positivamente com o Palmeiras. Os jogadores se sentem mais à vontade e isso pudemos constatar na vitória no clássico contra o São Paulo. O elenco já pode respirar aliviado.

Hoje o time enfrenta o Flamengo-PI, precisando apenas de uma empate no Parque Antártica para conseguir a classificação à próxima fase da Copa do Brasil. No fim de semana, o adversário é o fraco Rio Claro, pelo Campeonato Paulista. Jogos em que o Palmeiras deve vencer sem problemas, reconquistando não só as vitórias, mas principalmente a motivação.

Enfim, os bons ares podem estar voltando ao Palestra e desta vez o clube tem a chance de caminhar com os pés no chão, para com tranquilidade conseguir voltar naturalmente a ser o melhor do Brasil e conquistar um título de peso.

Em relação ao jogo de hoje, sobre a escalação, Antônio Carlos definiu que duas peças serão poupadas: o volante Márcio Araújo e o lateral direito Wendel. Edinho e Figueroa devem ser os substitutos. No setor de criação, Cleiton Xavier ainda sente dores na coxa e é dúvida. Mesmo com as mudanças, o treinador alviverde espera que a equipe continue melhorando, como ocorreu diante do São Paulo.

No Flamengo-PI, o centroavante Jardel, que nem sequer pegou na bola no jogo de ida, foi confirmado na delegação que viajou para a capital paulista. Fica a expectativa sobre a condição física do atleta, que era precária na partida de duas semanas atrás.

FICHA TÉCNICA:
PALMEIRAS x FLAMENGO-PI

Local: Estádio Palestra Itália, em São Paulo (SP)
Data: 25/02/2010 (quinta-feira)
Horário: 21h30 (de Brasília)
Árbitro: Renato Cardoso da Conceição (MG)
Assistentes: Flamarion Sócrates da Silva e Cinthia Mara da Silva

PALMEIRAS: Marcos; Figueroa, Léo, Danilo e Eduardo; Pierre, Edinho, Cleiton Xavier (Deyvid Sacconi) e Diego Souza; Lenny e Robert
Técnico: Antônio Carlos Zago

FLAMENGO-PI: Herivelton; Tote, Serginho Matogrossense, Marcelão (Alessandro) e Wildinho; Binha, Erivan, Luciano e Antonio Carlos; Joniel e Leandro Porto.
Técnico: Valter Maranhão

Destaques da Copa do Brasil


Obina: 5 gols

A quarta-feira recheada da Copa do Brasil reservou grandes destaques, positivos e negativos. O principal destaque positivo foi a excelente atuação do atacante Obina, que marcou cinco gols na vitória do Atlético-MG sobre o Juventus-AC por 7 a 0.

Obina foi demitido do Palmeiras no ano passado após discutir e trocar agressões com o zagueiro Maurício, seu companheiro de equipe, na derrota diante do Grêmio, no Olímpico, pelo Campeonato Brasileiro. A essa altura, a diretoria alviverde já havia perdido as rédeas do clube e se aproveitou desse fato para culpar os atletas pelo mau momento da equipe, assim como havia culpado o árbitro e dado várias outras desculpas.

Enfim, no Altético-MG Obina pode dar a volta por cima e pelo menos ontem fez jus ao título que recebeu carinhosamente da torcida do Flamengo quando ainda atuava pelo time da Gávea: "Obina é melhor que o Eto'o", até porque Eto'o está indo mal na Inter de Milão, mas essa é outra história.

Mesmo o adversário sendo extremamente fraco, cinco gols são cinco gols, e dão moral para qualquer atacante.

Outro destaque positivo foi a vitória da Portuguesa, também por 7 a 0, diante do Roraima-RR. Há muito tempo a Lusa não havia vencido com um placar tão elástico.

Juventus-AC 0 x 7 Atlético-MG

Local: Estádio Arena da Floresta, em Rio Branco-AC
Renda: R$ 133.000,00
Público: 6.567 pagantes
Árbitro: Wagner Reway
Cartões Amarelos: Rozier (Juventus-AC); Carlos Alberto e Obina (Atlético-MG)
Gols: Diego Tardelli aos 12'/1T, Obina aos 16'/1T, 40'/1T, 18'/2T, 35'/2T e aos 45'/2T e Marques aos 5'/2T

Juventus-AC
Felipe; Silvão, Josimar, Jeferson; Jonas, João Paulo, Castanheira (Wagner), Antonio Carlos, Thiago (Jamil) e Rozier; Marcelo Cabeção.
Técnico: Illimane Soares

Atlético-MG
Aranha; Coelho (Muriqui), Cáceres, Jairo Campos e Junior; Jonílson (Ricardinho), Evandro, Carlos Alberto e Renan Oliveira; Obina e Diego Tardelli (Marques).
Técnico: Vanderlei Luxemburgo



O grande destaque negativo foi a pífia cobrança de pênalti de Fred, no também decepcionante empate do Fluminense contra o Confiança-SE, por 1 a 1. Veja:



Confiança-SE 1 x 1 Fluminense-RJ

Local: Estádio Lourival Baptista, em Aracajú-SE
Árbitro: Jaílson Macedo Freitas
Cartões amarelos: Clebão, Cristiano Alagoano, Eduardo Silva, Bira, Vovô, Eri, Raulino (Confiança); Gum, Digão, Marquinho (Fluminense)
Gols: Gum, 24'/1T (Fluminense); Serginho, 37'/1T (Confiança)

Confiança
Pantera; Vovô, Bira, Clebão e Serginho; Eri, Raulino, Ciro e Eduardo Silva (Jaedson); Michel (Saci) e Cristiano Alagoano (Maurício).
Técnico: Gilmar Silva

Fluminense
Rafael; Mariano (Thiaguinho), Gum, Cássio e Marquinhos; Diogo, Everton, Willians (Digão) e Conca; Alan (Wellington Silva) e Fred
Técnico: Cuca



A vitória magra do Santos, por 1 a 0, contra O Naviraiense-MS, também pode ser entendida como um mau resultado. Primeiro porque o time não conseguiu a vantagem de dois gols e terá que jogar uma outra partida na Vila Belmiro, um cansaço que poderia ser evitado. Segundo que, por mais que o Peixe tenha enfrentado alguns obstáculos, como a longa viagem e o campo pesado, um time com Robinho, Neymar, PH Ganso & Cia. não pode ter tantas dificuldades assim contra um adversário fraco como a equipe de Naviraí.

Ficha técnica

Naviraiense 0 x 1 Santos

Local: Estádio Morenão, em Campo Grande-MS
Árbitro: Héber Roberto Lopes
Cartões Amarelos: Adriano Lages e Jacó (Naviraiense); Maranhão (Santos)
Gols: Marquinhos aos 36'/2T (Santos).

Naviraiense
Aldo; Giordan, Jaime, Junior Camaçari, Adriano Lajes, Buru, Jacó, Mailson, Jean Batatais (Marcelo Casteli), Biro (Marcelo Castelli) e Cristiano (Célio Lima).
Técnico: Paulo Resende

Santos
Felipe; Maranhão, Edu Dracena, Durval e Léo; Arouca, Wesley e Paulo Henrique Ganso; Neymar, Robinho (Mádson) e André (Zé Eduardo).
Técnico: Dorival Júnior

Roubando a cena



Enfim estrearam ontem pela Libertadores os dois times brasileiros mais badalados do momento e os de maior torcida: Flamengo (vitória por 2 a 0 diante do Universidad Catolica-CHI, no Maracanã) e Corinthians (2 a 1 em cima do Racing-URU no Pacaembu). O Cruzeiro também entrou em campo ontem, mas já em sua segunda partida na competição, e venceu o Colo Colo por 4 a 1, mostrando que o vice-campeonato do ano passado trouxe experiência à equipe, que entra como uma das grandes favoritas ao título.

No Flamengo, mesmo com Adriano e Vagner Love em campo, quem roubou a cena foi o lateral-direito Leo Moura, que marcou um gol de falta e deu uma assistência magistral para Adriano marcar o segundo gol. Pelo Corinthians quem se destacou foi o volante Elias, com dois gols, deixando Roberto Carlos e Ronaldo como coadjuvantes, apesar de que o Fenômeno fez jogadas que relembraram os velhos tempos. Só que como atacante vive de gols, isso não foi o suficiente para coroar a atuação do camisa 9.

A rodada de ontem mostrou que os personagens principais precisam de coadjuvantes, e que às vezes os coadjuvantes acabam se invertendo numa partida de futebol. Assim como para o sucesso de uma peça de teatro é necessário um bom elenco e não apenas os atores principais, no futebol não é diferente, e os principais jogadores precisam de bons companheiros, pois nem sempre estão inspirados para fazer a diferença.

Flamengo e Corinthians se diferenciam dos outros times brasileiros na Libertadores. Enquanto São Paulo, Internacional e Cruzeiro vêm de triunfos mais recentes na competição, com elencos sem estrelas, mas com jogadores de qualidade em cada posição, os dois times mais populares do País sofrem de uma pressão maior. O Flamengo não vence a competição sul-americana de maior prestígio desde 1981, quando conquistou seu único título e quer aproiveitar o embalo do título brasileiro para ter novamente um sucesso continental. O Corinthians, nunca passou das semifinais, e no ano de seu centenário, quer de qualquer maneira o único troféu que falta em sua galeria, ainda mais porque seus principais rivais já conquistaram a Libertadores.

Se sempre quando tiverem dificuldades, como ontem, Flamengo e Corinthians puderem contar com seus coadjuvantes para roubar a cena, se sentirão menos pressionados e terão grandes chances de vencer o campeonato. E claro, Cruzeiro, Internacional e São Paulo, como sempre, também entraram para brigar pelo título.


CRUZEIRO 4 X 1 COLO COLO

Local: Estádio Governador Magalhães Pinto (Mineirão), em Belo Horizonte (MG)
Data: 24 de fevereiro de 2010, quarta-feira
Horário: 19h30 (de Brasília)
Árbitro: Oscar Ruiz (COL)
Assistentes: Abraham González (COL) e Humberto Clavijo (COL)
Cartões amarelos: Diego Olate, Toro, Scotti, Cereceda e Magalhães (Colo Colo); Thiago Ribeiro, Henrique e Marquinhos Paraná (Cuzeiro)
Cartões vermelhos: Diego Olate e Cereceda (Colo Colo)
Gols: CRUZEIRO: Thiago Ribeiro, aos 7 minutos do primeiro tempo. Kléber, aos 15 e aos 26, e Pedro Ken, aos 22 minutos do segundo tempo; COLO COLO: Paredes, aos 36 minutos do primeiro tempo.

CRUZEIRO: Fábio; Jonathan, Thiago Heleno, Leonardo Silva e Diego Renan; Elicarlos (Pedro Ken), Henrique (Bernardo), Marquinhos Paraná e Roger (Wellington Paulista); Thiago Ribeiro e Kléber.
Técnico: Adilson Batista

COLO COLO: Prieto; Diego Olate, Toro, Scotti e Cereceda; Aránguiz, Meléndez, Millar e Macnelly Torres (Magalhães); Miralles e Paredes (Sanhueza).
Técnico: Hugo Tocalli







FLAMENGO 2 X 0 UNIVERSIDAD CATÓLICA

Local: Estádio Mário Filho (Maracanã), no Rio de Janeiro (RJ)
Data: 24 de fevereiro de 2010, quarta-feira
Horário: 21h50 (de Brasília)
Árbitro: Carlos Amarilla (Paraguai)
Assistentes: Nicolás Yegrosy (Paraguai) e Emigdio Ruiz Roa (Paraguai)
Cartões amarelos: Vagner Love (FLA); Francisco Silva, Ponce e Mena(UCA)
Cartões vermelhos: Willians (FLA); Milovan Mirosevic (UCA)
Gols: FLAMENGO: Léo Moura, aos 10 minutos do primeiro tempo; Adriano, aos 13 minutos do segundo tempo

FLAMENGO: Marcelo Lomba, Leonardo Moura (Éverton Silva), Fabrício, Álvaro e Juan; Willians, Toró, Kléberson e Vinícius Pacheco (Fernando); Vágner Love (Petkovic) e Adriano
Técnico: Andrade

UNIVERSIDAD CATÓLICA: Paulo Garcés, David Henríquez, Ponce (Mena) e Ismael Fuentes; Rodrigo Valenzuela, Francisco Silva, Hans Martínez, Milovan Mirosevic e Rodrigo Toloza (Mannara); Damián Díaz e Juan José Morales (Pablo Vranjican)
Técnico: Marco Antonio Figueroa







CORINTHIANS 2 X 1 RACING-URU

Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo (SP)
Data: 24 de fevereiro de 2010, quarta-feira
Horário: 21h50 (de Brasília)
Árbitro: Raúl Orosco (Bolívia)
Assistentes: Jorge Calderón e Juan Arroyo (ambos da Bolívia)
Público: 31.035 pagantes (total de 32.166)
Renda: R$ 2.181.742,00
Cartões amarelos: Jorge Henrique, Ronaldo, Roberto Carlos (Corinthians); Líber Quiñones, Darío Flores, Ignacio Pallas, Héctor Vega (Racing-URU)
Cartão vermelho: Darío Flores (Racing-URU)
Gols: CORINTHIANS: Elias, aos 10 minutos do primeiro tempo e aos 24 minutos do segundo tempo; RACING-URU: Martín Cauteruccio, a 1 minuto do primeiro tempo

CORINTHIANS: Felipe; Alessandro (Jucilei), Chicão, William e Roberto Carlos; Ralf, Elias, Tcheco e Jorge Henrique; Defederico (Souza) e Ronaldo
Técnico: Mano Menezes

RACING-URU: Jorge Contreras; Rodrigo Brasesco, Héctor Hernández, Ignacio Pallás e Danny Tejera; Héctor Vega, Santiago Ostolaza, Darío Flores e Matías Mirabaje (Diego Scotti); Martín Cauteruccio e Líber Quiñones (Jean Pierre Barrientos)
Técnico: Juan Verzeri





Libertadores surpreende

A tão sonhada taça da Copa Libertadores da América

O assunto principal desta semana no futebol brasileiro é sem dúvida a participação dos cinco times do país na Copa Libertadores. O Cruzeiro, atual vice-campeão (perdeu ano passado a final para o Estudiantes-ARG) já estreou, e com derrota, mas jogando na Argentina, contra o Velez Sarsfield, há duas semanas. Outro que já entrou em campo pela competição sul-americana dia 10 foi o São Paulo, que venceu no Morumbi o Monterrey-MEX. Ontem foi a vez do Internacional, que em casa bateu o Emelec-EQU)

Hoje entram em campo, no famoso horário das 21h50 (após a novela), o Flamengo, que enfrenta o Universidade Catolica-CHI no Maracanã em sua estreia, o Corinthians, que joga sua primeira partida contra o Racing-URU, no Pacaembu, e o Cruzeiro, já em seu segundo jogo, que pega o Colo Colo no Mineirão. O único que sai do Brasil esta semana é o São Paulo, que amanhã joga contra o Once Caldas, em Manizales, na Colômbia.

A Copa Libertadores nunca ganhou tanto os holofotes da imprensa brasileira quanto neste ano. Além do Brasil estar sendo representado por cinco grandes clubes, com grandes torcidas, os times contam todos com reforços de peso para a competição sul-americana, o que retrata o favoritismo dos brasileiros. Além disso, tradicionais rivais argentinos, principalmente Boca Juniors e River Plate, estão fora da disputa.

Corinthians e Flamengo possuem times mais talentosos e estão mais visados por possuírem jogadores mundialmente conhecidos como Ronaldo e Roberto Carlos no Parque São Jorge e Adriano na Gávea. Mas São Paulo, Internacional e Cruzeiro, sem grandes estrelas, mas recheados de bons jogadores, não ficam atrás.

Dos times brasileiros que disputam a Libertadores este ano, todos já conquistaram o título, com exceção do Corinthians, que entra mais pressionado, pois além de ter investido mais em contratações, seus rivais (Palmeiras, São Paulo e Santos) já venceram a competição.

Com cinco fortes equipes, acreditar que um representante do futebol brasileiro ficará com o título é natural. No entanto, a história da Libertadores prova que a competição pode surpreender, principalmente alguns jogadores mascarados, a imprensa ufanista e os torcedores. Citamos como exemplos recentes os títulos de Once Caldas-COL, em 2004, e LDU-EQU, em 2008.

Ao longo dos anos, a disciplina tática e o maior controle emocional são as principais vantagens dos rivais continentais em relação aos brasileiros. Sem contar que alguns adversários, além de conter esses diferenciais, tecnicamente também podem ser superiores, o que é difícil para o brasileiro admitir.

Portanto, saber reconhecer as armadilhas de uma competição como a Libertadores é fundamental. Pelo menos estamos vendo isso por parte dos técnicos e da maioria dos jogadores, o que já é um bom sinal, já que são eles quem decidem.

Boa sorte aos brasileiros e que tenhamos grandes jogos!